Idiotia é, na psiquiatria, o grau mais elevado da tríade oligofrênica, e os indivíduos portadores possuem o menor grau de desenvolvimento intelectual. A palavra idiota, do grego idiótes, referenciava-se originalmente apenas ao homem privado em oposição ao homem de Estado.
Caracterização
O idiota não desenvolve a fala, sendo incapaz de articular as palavras. É incapaz de assimilar noções de higiene pessoal ou mesmo de desenvolver o seu pudor.
O termo é obsoleto contudo ainda se encontram alguns diagnósticos que
utilizam essa expressão como a Idiotia Amaurótica Familial (Doença de
Jansky-Bielschowsky ou a Lipofusinose neuronal ceróide) e Idiotia
Amaurótica Infantil (Doença de Tay-Sachs ou Gangliosidose GM2)e a Idiotia Amaurótica Juvenil (Doença Vogt-Spielmeyer acúmulo de lipofusina).
Uma das aproximações ao significado histórico dessa expressão pode ser avalida no romance O Idiota de Fiódor Dostoiévski escrito em 1869 onde a idiotia está associada à epilepsia e ausência de valores éticos (juizo).
Gradação
- O idiota completo, ou profundo, possui um desenvolvimento inferior ao de muitos animais inferiores tais como répteis, com quem podem ser comparados em relação à evolução e integridade do sistema nervoso, certas formas de agiria e lisencefalia e anencefalia poderiam ser comparados a diferentes estágios da evolução do sistema nervoso animal ou formas alternativas como a holoprosencefalia e ausência de corpo caloso comuns na esquizencefalia e outras síndromes que alteram o desenvolvimento do cérebro.
Com uma capacidade intelectual infra-humana: não fala, nem compreende
as palavras; tem seus instintos e capacidades vitais muito prejudicados
aproximando-se dos estados comatosos.
- O idiota de segundo grau, ou incompleto, apreende algumas palavras, desenvolvendo instintos como o de conservação. Em relação às medidas de habilidades humanas as escalas de inteligência são atualmente usadas na caracterização do Retardo mental como preconiza o CID 10ª revisão.
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