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domingo, 5 de novembro de 2017

Como poucas noites mal dormidas já afetam nosso metabolismo e saúde mental

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O luto pode provocar uma doença mental?


O luto é um sentimento existencial humano absolutamente normal e universal, perante situações de perdas como, por exemplo, a morte de entes queridos.
Há diversos estágios do luto como entorpecimento (choque, descrença e negação da perda que pode levar horas ou até dias para curar e que pode ser acompanhado depois por reação de defesa), anseio e busca (a pessoa fica inquieta, descrente, com crises de raiva e que pode durar meses ou anos), desorganização e desespero (reconhecimento de que a perda é irreversível, ocorrendo depressão e isolamento social), até o estágio final de recuperação e restituição.
Portanto, há muitos sentimentos e mudanças comportamentais diferentes envolvendo os diversos estágios do luto como depressão, raiva, insônia, ansiedade, apatia, passividade, isolamento e agitação psicomotora.
Quando a dor psíquica e a tristeza do luto invadem completamente a vida da pessoa por mais de seis meses com prejuízos sociais, familiares e até profissionais, além da persistência de sintomas como tristeza, desânimo, perda do prazer ou interesse por atividades habituais, ansiedade, irritabilidade, pensamentos negativos (morte, culpa, ruína), alterações do sono, apetite e concentração, a indicação é procurar uma ajuda médica psiquiátrica para avaliação da resolução do luto que pode ser patológica e até desencadear algum transtorno mental. A psicoterapia pode ser eficaz também na resolução dos conflitos psíquicos gerados pelo luto.
Quando o luto é persistente e patológico, alguns transtornos mentais podem ocorrer como os transtornos de ansiedade, humor, alcoolismo, entre outros.
É bom deixar claro que o luto em si não causa transtornos mentais. O que ocorre é que, em um subgrupo de pessoas vulneráveis (fatores de personalidade e até genéticos têm sido estudados sem uma conclusão definitiva), o impacto do luto pode ser um grande estressor psicossocial mantido e desencadear transtornos mentais. Portanto, o luto seria um "gatilho" para os transtornos mentais.
FONTE: http://vyaestelar.uol.com.br/post/8646/morte-de-um-ente-muito-querido-pode-causar-transtorno-mental?/transtorno_mental.htm

domingo, 29 de outubro de 2017

Paciência


Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo
Pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara.

FONTE: https://www.letras.mus.br/lenine/47001/

sábado, 14 de outubro de 2017

A importância da Praxiterapia.


A praxiterapia, ou terapia prática, é o uso ou aplicação de um ritual, de um comportamento, de um movimento físico já utilizado no passado, consciente ou inconscientemente, com duas finalidades principais; a primeira, no caso de nunca ter sido usado antes, para que ele seja inconscientizado com todos os afetos associados ou ancorados a eles, como, por exemplo, numa técnica neurolinguistica de imprint desenvolvida por Richard Bandler, John Grinder e Milton Erickson.
A segunda finalidade é precisamente o contrário, quando estes comportamentos ou movimentos já existiram antes, eram frequentemente usados no passado, para que ele ser re-ungido com os sentimentos, com a afetividade ancorada nesses comportamentos antidos como uma técnica de cura aplicada por um agente terapêutico.


Esses comportamentos, ou rituais antigos ficam guardados como um patrimônio, como um recurso, como uma memória talvez para que a vida os utilizem no futuro.

Se recorremos a Viktor Frankl, Ph.D., o criador da Logoterapia e da psicoterapia existencial humanista, vemos que um dos pressupostos da humanização do homem é o exercício da sua liberdade.
A praxiterapia é uma revolução, na medida em que, quando o sujeito se comporta "como se" estivessem bem, eles, por isto, se tornam bem.


No Centro de Ensino Profissional Graziela Reis de Souza, eu, Enfermeiro Marcelo Luiz Pereira desenvolvi simulações de Praxiterapia com meus alunos dos Cursos de Aconselhadores de Dependentes Químicos e Cuidadores de Idosos. Os resultados foram excelentes, houve a participação de todos, e a harmonia na realização das tarefas (jogos educativos, desenhos, pinturas, colagens, e o dia da beleza) foi marcante. 
Pude constatar ainda que o processo de construção das atividades foi extremamente salutar, com uma resposta altamente positiva por parte dos envolvidos.  


Medo de morrer, de matar e de se contaminar: três histórias sobre como é viver com transtorno obsessivo compulsivo

Para a maior parte das pessoas, uma toalha, um jornal ou sapatos não são nada além de objetos comuns. Mas, para algumas pessoas, itens como estes podem desencadear pensamentos invasivos difíceis de serem controlados.
Se você não tem o transtorno obsessivo compulsivo (TOC), pode ser difícil entender como um objeto inofensivo pode atrapalhar o cotidiano de uma pessoa e colocá-la em uma espiral incontrolável.
Este distúrbio de ansiedade é caracterizado por pensamentos invasivos, recorrentes e persistentes que geram inquietação, medo e preocupação, e desencadeando compulsões - comportamentos repetitivos com os quais os pacientes tentam reduzir sua ansiedade.
É um transtorno mental comum, de acordo com o serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês). Ele afeta homens, mulheres e crianças e pode desenvolver-se em qualquer idade, embora apareça com mais frequência no início da idade adulta.
A BBC falou com três pessoas que sofrem de TOC e pediu-lhes que apontassem para um objeto que simbolizasse todo o seu sofrimento.
Estas são suas histórias, contadas em primeira pessoa.

Eve e os jornais

"Sempre pensei o pior de mim mesma. Na minha melhor avaliação, eu era um fracasso que não agradava e que não deveria agradar a ninguém. Na pior das hipóteses, eu era uma pessoa terrível.
Mas, quando eu tinha 22 anos, o ódio que sentia por mim mesma piorou ainda mais.
Comecei a me preocupar com a possibilidade de que isso me tornasse uma pessoa perigosa, que eu pudesse machucar os outros.
Não consigo descrever quão horrível era esse sentimento. Comecei a evitar todo mundo, com medo de que pudesse machucar alguém.
Um dia eu li um artigo sobre um estuprador e assassino. A agitação inicial e o horror que senti foram rapidamente substituídos pela ideia de 'e se eu me tornasse uma pessoa tão ruim assim?'.
Artigos de jornais - e as próprias notícias - juntaram-se à longa lista de coisas que eu temia.
E se as histórias de alguma forma contaminassem minha mente e me piorassem ainda mais?
Para alguém que não possui TOC e tem uma opinião razoável de si mesmo, isso pode parecer ridículo. Mas fazia todo o sentido para mim.
Então comecei a evitar os jornais. Não passava por lojas que os vendessem, nem os tocava, e também evitava pensar neles.
Viajar a trabalho de trem tornou-se algo horrível. Eu mantinha minha cabeça para baixo e balançava-a constantemente para tentar livrar-me de qualquer imagem que pudesse ter visto acidentalmente. Fiquei presa na minha própria bolha de medo.
No final, consegui superar minha desordem com terapia cognitivo-comportamental e com psicoterapia. Ainda é um problema para mim às vezes e ainda tenho muita ansiedade, mas aprendi a ser minha própria psicoterapeuta e a desafiar meus medos.
Espero que as pessoas compreendam que o TOC é exaustivo e realmente pode fazer você se odiar.
Não confiar em si mesmo, ter de lutar constantemente contra pensamentos indesejados e criar compulsões que você sabe não fazerem sentido, tudo isso explode sua autoestima."

Alice e os sapatos

"Sei que meus pensamentos são irracionais, mas não posso controlá-los. A cada minuto de todos os dias, imagens assustadoras de infecções vêm à minha mente. As pragas de insetos são o meu maior medo. Se meus pensamentos se transformassem alguma vez em realidade, creio que ficaria tão ansiosa que não poderia respirar.
insetos vivem no solo e o solo não pode ser evitado. Então, meus sapatos e meias estão frequentemente contaminados. Se eu vejo algo pelo canto do olho que se parece um inseto, minha ansiedade me golpeia. Meus sapatos e meias ficam imediatamente sujos, mesmo que nunca tenham tocado o inseto imaginário.
Então eu evito tocá-los e frequentemente os tiro e largo na rua, voltando para casa com os pés descalços.
Mas eu tenho que tirá-los sem usar minhas mãos. Eu queria que as pessoas não olhassem para mim quando faço isso. Queria que as pessoas não pensassem que eu sou estranha por isso, mas, acima de tudo, gostaria de ter uma vida normal."

Grace e as toalhas

"Toda vez que eu tiro a toalha de meu corpo, vejo a imagem do meu cadáver sendo transportado em uma maca. E quando você imagina que algo vai acontecer, você acha que isto vai acontecer mesmo. É assim que o TOC funciona.
A única maneira de sair dessa sequência de pensamento era pedir que outra pessoa tirasse a toalha da minha vista - assim eu não imaginava meu corpo sem vida ao seu lado.
Este é apenas um exemplo das diferentes maneiras pelas quais meu distúrbio se manifestava.
Eu estudei psicologia e fui diagnosticada quando estava na faculdade. Quando aprendi sobre a teoria da evolução, parei de acreditar em Deus e comecei a pensar em mim como um organismo natural, que não iria ao céu ou ao inferno, mas se decomporia como uma planta.
Agora eu entendo como foi que desenvolvi TOC naquele momento. Como a inevitabilidade da morte é tão esmagadora, nos concentramos em coisas como religião ou política para amortecer o conceito de morte.
Quando aprendi o ponto de vista científico, fiquei sem fé para me proteger da inevitabilidade da morte.
Aprender sobre a evolução combinado com a perda de minha visão de mundo me causou tanta ansiedade que inconscientemente tentei recuperar o controle através de comportamentos obsessivos compulsivos.
Agora, a teoria da evolução me faz sentir mais segura. Aprender sobre como os nossos antepassados Homo sapiens evoluíram e sobre os caminhos que eles fizeram, me ajudou a entender por que eu existo hoje, de onde eu venho e para onde eu vou."
FONTE: http://www.bbc.com/portuguese/geral-41576570

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Por que é mais difícil para as mulheres lutar contra alcoolismo e dependência às drogas