Translate

domingo, 14 de janeiro de 2018

Talvez


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

OMS reconhece o transtorno por videogame como problema mental



A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluirá, pela primeira vez, o transtorno por videogame como doença mental, ao adicioná-lo à sua próxima edição da Classificação Internacional de Doenças (CID-11). A possibilidade de que os videogames causem transtornos patológicos (ou mesmo viciem) foi um assunto longamente discutido e este seria o primeiro passo firme que se dá nessa direção, que, sem dúvida, causará uma grande controvérsia no âmbito científico pelas dúvidas – e rechaço – que esta classificação provoca.
Este transtorno se caracteriza por um padrão de comportamento de jogo “contínuo ou recorrente” e, embora ainda não tenha sido concluída a definição, a OMS vincula o novo transtorno a três condições negativas provocadas pelo mau uso dos jogos digitais. Em primeiro lugar, por não controlar a conduta de jogo quanto ao início, frequência, intensidade, duração, finalização e contexto em que se joga. Segundo, o aumento da prioridade que se outorga aos jogos em relação a outros interesses vitais e atividades diárias. E terceiro, ao se manter a conduta ou ocorrer uma escalada “apesar da ocorrência de consequências negativas”, segundo o esboço atual em preparação pela OMS. O transtorno se refere ao uso de jogos digitais ou videogames, que pode ocorrer mediante conexão com internet ou sem ela.
“Os profissionais da saúde têm de reconhecer que os transtornos do jogo podem ter consequências graves para a saúde”, afirmou Vladimir Poznyak, responsável pelo Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS, em declarações à New Scientist, que antecipou a notícia. Consultada pelo EL PAÍS, a OMS confirma a informação, adianta que o CID-11 estará pronto em 2018 e insiste em um aspecto: o transtorno por videogames não terá item específico, mas aparecerá englobado num mais amplo, de jogos digitais.
Poznyak esclarece que a maioria das pessoas que jogam videogame não sofre nenhum transtorno, o que também é o caso da maioria das pessoas que bebe álcool. Mas há circunstâncias em que o uso excessivo pode gerar efeitos adversos, de acordo com este especialista da OMS.
O padrão de comportamento deve ser de gravidade suficiente para causar uma deterioração significativa nas áreas de atuação pessoal, familiar, social, educativa, ocupacional e outras áreas importantes, explica o esboço da OMS. “O comportamento do jogo e outras características são normalmente evidentes durante um período de pelo menos 12 meses para que se atribua um diagnóstico, embora a duração requerida possa ser encurtada se estão identificados todos os requisitos do diagnóstico e os sintomas são graves”, observa.
A OMS começou a avaliar esse transtorno há uma década e depois de anos de trabalho com profissionais de saúde mental decidiu reconhecer a desordem oficialmente em seu próximo manual de diagnóstico. Mas não outros supostos problemas relacionados com a tecnologia, como o vício nos celulares ou na Internet, que, desde sua irrupção, sempre estão presentes no debate público, embora nem tanto entre os especialistas.
"Não está nada claro que estes problemas possam ou deveriam ser atribuídos a um novo transtorno", criticam outros especialistas
“É preciso distinguir o que são vícios e o que é uso problemático, por exemplo, se causa danos a você ou a terceiros com essa conduta”, explica a especialista Helena Matute, referindo-se a esta nova classificação dos jogos digitais. Esta catedrática de Psicologia Experimental da Universidade de Deusto lembra que foi incluído o vício em jogo com apostos na última edição do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM, a bíblia da psiquiatria). “Mas dizia que era preciso mais investigação sobre esses outros problemas, como o dos jogos com várias pessoas na Internet, por exemplo”, afirma.
No início de 2017, quando se soube que a OMS estudava incluir os jogos digitais como possível origem de transtornos mentais, um grupo de especialistas publicou um artigo no qual criticava seriamente a ideia. “As preocupações sobre os comportamentos de jogo problemáticos merecem toda nossa atenção”, diziam, mas “não está nada claro que esses problemas possam ou deveriam ser atribuídos a um novo transtorno”. A partir daí, apontavam suas dúvidas sobre a qualidade da base de pesquisa e a falta de consenso sobre os sintomas a levar em conta. Por isso, acreditavam que essa ideia “tem repercussões negativas em matéria médica, científica, de saúde pública e social” por causa do pânico moral que pode provocar ou a “aplicação prematura do diagnóstico na comunidade médica e o tratamento de casos falsos positivos abundantes, especialmente para crianças e adolescentes”. Por tudo isso, concluíam que a classificação “deve ser eliminada para evitar o desperdício de recursos de saúde pública e danos aos jogadores de game saudáveis de todo o mundo”.
FONTE: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/12/21/actualidad/1513852127_232573.html

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Exercício para o relaxamento do corpo e da mente.

Conceição Trucom*
Deite-se no chão, sobre um cobertor, os braços ao longo do corpo, as pernas ligeiramente abertas. Feche os olhos muito lentamente. Aja com o ânimo calmo e a consciência do que está se passando. Para facilitar o exercício, aconselha-se gravar as instruções numa fita e escutá-las quando se está deitado e com os olhos fechados; isso possibilita a realização do exercício em completa passividade, e isso o torna muito mais fácil.

  1. Aperte a mão direita inspirando (pensando na mão), relaxe-a expirando (pensando). Prossiga nos outros exercícios sempre pensando durante a inspiração e a expiração.
  2. Aperte a mão esquerda inspirando, relaxe-a expirando.
  3. Com a perna direita sobre o chão, dobre o pé direito de modo que os dedos apontem na direção do joelho. Crie uma tensão inspirando, relaxe a tensão expirando.
  4. Repita agora com o pé esquerdo.
  5. Aperte as nádegas uma contra a outra inspirando, relaxe-as expirando.
  6. Aperte os maxilares inspirando, relaxe-os expirando.
  7. Aperte os olhos inspirando, relaxe-os expirando.
  8. Ao perceber algum ponto do organismo que apresenta tensões residuais, inspire e provoque nesse ponto uma tensão forte e voluntária, e em seguida solte o ar lentamente, relaxando aquele ponto e pensando: "Relaxe... Solte..."
  9. Formule mentalmente as seguintes frases e tome consciência do que acontece em seu corpo a partir das afirmações:
•    Meu braço direito está pesado... Muito pesado...
•    Meu braço esquerdo está pesado... Muito pesado...
•    Minha perna direita está pesada... Muito pesada...
•    Minha perna esquerda está pesada... Muito pesada...
•    Todo o meu corpo está pesado... Muito pesado...
  • 10. Siga o ritmo da respiração, acompanhando-a com a palavra "vem", quando o ar entra, e a palavra "vai" quando ele sai. Imagine o ar puro como luz que entra, e uma fumaça escura e quente quando sai, levando junto as ansiedades, tensões e toxinas.
Nota: Para quem acha difícil relaxar, lembramos que as vitaminas do grupo B são ligadas ao sistema nervoso e uma carência das mesmas pode provocar nervosismo. A título de informação, é bom saber que o açúcar refinado necessita, para ser assimilado, das vitaminas em questão. O abuso de açúcar (biscoitos, chocolates, balas, bolos e geléias) pode, assim, causar insônia e agitação.
Algumas carnes (os assim chamados "frios', inclusive) tendem a criar nervosismo, pois fornecem muitas energias que o trabalho sedentário não consegue utilizar; a distância entre duas refeições à base de carne (frios, peixe e aves incluídas) não deve ser inferior a 48 horas.
Fonte: Revista Planeta 411 - Editora 3
https://www.docelimao.com.br/site/cerebro-a-mente/a-pratica/902-exercicio-para-o-relaxamento-profundo-de-corpo-e-mente.html

Abra sua mente.


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Por que celebridades do pop internacional têm decidido falar abertamente de sua saúde mental?



A lista de celebridades que revelaram sofrer de depressão e ansiedade aumentou consideravelmente nos últimos meses: atores, músicos e modelos decidiram falar publicamente sobre saúde mental, um assunto que poucos tocavam.
Um dos exemplos mais recentes foi o de Zayin Malik, 23 anos, ex-integrante do grupo One Direction, que cancelou uma série de shows alegando "ansiedade extrema".
A cantora Selena Gómez anunciou uma pausa na carreira também em setembro devido a crises de depressão e ansiedade e chegou até a se internar voluntariamente.
Bruce Springsteen escreveu em sua biografia lançada em setembro, Born to Run, sobre como luta há anos com a depressão. O músico americano chegou até a admitir que a doença o "subjugou" em algumas ocasiões.
A atriz Demi Lovato revelou que sofre de transtorno bipolar, e a cantora americana Jo-Jo lutou contra a depressão ao mesmo tempo que enfrentava sua própria gravadora devido a problemas ligados ao seu contrato.
Pelo menos para alguns famosos, parecem ter ficado para trás os dias em que agentes e assessores tinham que elaborar desculpas como "está com desidratação" ou "precisa de descanso pois está exausto (a)".


Efeito

A tendência entre os "ricos e famosos" surpreende e leva muitos a questionarem se todos eles se sentem confiantes o bastante para expor problemas relacionados a saúde mental desta forma.
No programa Ouch, da BBC, que trata de temas relacionados à saúde, especialistas deram várias explicações para esta nova tendência.
A primeira foi o celular e o fácil acesso a redes sociais.
"Uma das coisas que mudaram foram as expectativas que as pessoas têm em relação às celebridades. Agora os fãs (e até aqueles que não são fãs) estão mais acostumados a ver seu cotidiano pelas redes sociais", disse à BBC Mark Brown, pesquisador em temas de saúde mental. O ruído nas redes e o eco na mídia tradicional mudou radicalmente o vínculo entre fãs e celebridades.
Basta um exemplo para perceber a diferença. Quando Britney raspou a cabeça em 2007, o mundo acompanhou o caso através de fotos dos paparazzi, publicadas em jornais e revistas.
Hoje, este mesmo caso já causaria ruído em uma questão de horas, pois as pessoas iriam compartilhar a informação nas redes.
"Antes, essas coisas já aconteciam diante dos fotógrafos, mas não era de uma forma tão aberta. Agora há um diálogo com as celebridades, que tiraram os intermediários do caminho", explicou a blogueira Molloy-Vaughan.
Analistas afirmam também que a sensação de proximidade com as celebridades é uma ficção alimentada pelas próprias redes sociais e que esta familiaridade determina o tom do diálogo.
E também existe uma "permeabilidade entre famosos e não famosos" que, é claro, tem seus custos.
"As celebridades sacrificam sua privacidade em troca de mais seguidores e mais fama, e, como consequência, a saúde mental segue (esta tendência)", afirma Brown.

Mudança?

Para outros, o que está acontecendo é uma mudança na percepção da saúde mental.
"Estamos no fim de uma década onde estamos falando da saúde mental dos famosos de uma outra maneira", explica Brown.
Nos anos 1950 e 1960, por exemplo, seria difícil imaginar Marilyn Monroe ou Gregory Peck falando tão diretamente sobre suas vidas. Hoje os famosos conseguem dezenas de milhares de curtidas apenas minutos depois de publicar um post no Facebook ou um tuíte.
"Quando entendemos que são pessoas e não apenas um rosto famoso, começamos a perceber quando elas estão bem e quando não estão", acrescentou o pesquisador.
Seguindo esta premissa, fica difícil para os famosos esconderem seus problemas do olhar - virtual porém onipresente - de seus seguidores.
Com este novo comportamento, é como se as celebridades não estivessem mais no pedestal imaginário. Como se dissessem: "Quer saber? Eu ia aparecer na televisão, ia voar em um jatinho, mas, em vez disso, tenho que ficar em casa, de pijama, comendo cereal seco sem leite porque não posso sair para enfrentar o mundo."

Primeira pessoa

Quando Zayn Malik cancelou suas apresentações devido a problemas com ansiedade, sua namorada (a também famosa) modelo Gigi Hadid, elogiou sua "humanidade" e acrescentou que estava "orgulhosa" com a "honestidade" do namorado.
Mas nem sempre "se abrir" nas redes sociais é uma experiência boa. A blogueira Seaneen Molloy-Vaughan sofreu com isso ao relatar em primeira pessoa sua luta."Foi difícil. Foi bom por um lado e sempre dei valor às pessoas que queriam interagir. Mas envolveu exposição e colocar tudo para fora", confessou Molloy-Vaughan que, em seu blog, escreve sobre seus problemas mentais.
"Sugerimos à pessoa famosa que é uma boa ideia expor (o caso) e ser uma espécie de soldado contra o estigma das doenças mentais e isso permite dar uma diversidade de rostos e vozes para o problema, em vez de apresentar (o problema) como uma estatística abstrata", contou Brown, que faz parte da organização britânica de orientação e projetos sociais Social Spider.
"Mas o problema é que podemos controlar como alguém conta uma história mas não controlamos como as pessoas vão responder", acrescentou.
Ao mesmo tempo que as mensagens de apoio se multiplicam, também existe a possibilidade de bullying virtual.
Mesmo assim os psicólogos concordam que abrir o diálogo sobre saúde mental para milhões de pessoas - jovens, em sua maioria - é um benefício para a saúde pública e a sociedade.
Uma pesquisa feita em 2014 pela Mind, uma organização britânica que trabalha em temas de saúde mental, sugere que 28% dos 2 mil entrevistados conseguiu falar de um problema psiquiátrico com um ente querido como consequência direta de uma declaração pública feita por uma pessoa famosa.
Além disso, outros 25% que ouviram uma celebridade falando de suas dificuldades começaram a pensar em seus próprios problemas e acabaram pedindo ajuda.
FONTE: http://www.bbc.com/portuguese/geral-37681240