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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Filofobia


 

O que é filofobia?

A filofobia nada mais é do que o medo irracional de se apaixonar por alguém. Em casos mais graves, pode abranger também o amor pelos amigos e familiares.
A filofobia não é o nervosismo normal que ocorre quando a pessoa se apaixona por alguém. Não são simplesmente borboletas no estômago. O medo é tão intenso que desencadeia vários mecanismos de defesa. Essas pessoas expressam desconforto, nervosismo e ansiedade quando ficam expostos a situações que possam criar algum tipo de vínculo ou afeto.

Quais são os padrões de comportamento associados a filofobia?

Como o rapaz da nossa história, o mecanismo de defesa mais utilizado por pessoas com esse distúrbio é encontrar defeitos no seu parceiro. Usa esses supostos defeitos como justificativa para não aprofundar seus sentimentos.
Muitos filofóbicos, para não enfrentar seus problemas com a intimidade, se apegam a amores impossíveis e inalcançáveis. Convencem a si mesmos que não podem amar, pois seu amor é impossível.
O artigo “Filofobia: Medo de amar” da theclinic.cl, explica “A ideia de que o seu parceiro vai deixá-lo por outra pessoa serve como desculpa para não se comprometer“. Por isso provocam brigas, geralmente motivadas pelo ciúme, para que a outra pessoa termine a relação. Quando percebem que a relação está se aprofundando, se afastam, não respondem aos seus telefonemas e até inventam desculpas para não se encontrar com o parceiro.

Por que procurar ajuda?

Se você se identificou com esse artigo, talvez seja o momento de procurar ajuda. A filofobia tem cura. É possível superar esse medo. Existem várias terapias para tratar essa fobia.
A terapia cognitiva irá ajudá-lo a compreender o pensamento que o leva a sentir medo e ensinará técnicas para mudar os padrões de pensamentos negativos para positivos.
A terapia de dessensibilização é utilizada para todos os tipos de fobia. Ela coloca o paciente em contato com o objeto ou situação que ele teme, nesse caso, o relacionamento amoroso. O terapeuta pode usar a tecnologia para simular essa interação e preparar a pessoa para situações da vida real.
Muitos tiveram sucesso com a Programação Neurolinguística, hipnose e outros métodos. Um profissional de saúde mental poderá ajudá-lo a escolher a terapia mais adequada para o seu caso específico. Algumas pessoas se sentem constrangidas ao procurar um psiquiatra, psicólogo ou terapeuta. Por que não? Essas técnicas podem nos ajudar muito. Aprimore-se e vença seus medos.
Não deixe que o amor se torne um problema. A filofobia pode nos levar à solidão e a depressão. Amar é bom. Você pode superar esse medo e experimentar a alegria de amar e ser amado.
FONTE: https://amenteemaravilhosa.com.br/como-identificar-e-tratar-filofobia/

quarta-feira, 8 de março de 2017

'Não saio de casa desde o ano passado': o drama dos que sofrem de transtorno de ansiedade.

 

 

"Tenho ataques de vertigem, e isso gera agorafobia (desconforto em locais públicos ou em meio a multidões) e minha ansiedade. Basicamente, eu fico em casa e minha mãe se encarrega de fazer compras e me trazer comida".
John, em entrevista à BBC (esse foi o nome por ele dado), explica os efeitos e consequências que o Transtorno de Ansiedade Aguda provoca em sua vida. E eles não se limitam a sintomas: ele enfrenta problemas para obter ajuda no tratamento de sua condição, em especial dos órgãos estatais.
Ele vive no País de Gales, e não sai de sua casa desde o final de 2016 por causa da ansiedade. Está na fila de espera do sistema de saúde pública britânica, o NHS, para ser avaliado por um especialista, pois suspeita de o transtorno se aliou a outro problema psicológico.

Deficiência

Transtornos mentais são notoriamente difíceis de diagnosticar e isso deixa suas vítimas em uma espécie de limbo no que diz respeito à elegibilidade para receber ajuda do governo.
"Sou uma das pessoas excluídas. Tinha direita a um auxílio para deficiências, mas isso me foi retirado (pelo governo) e tiver que entrar na Justiça para tentar reaver o dinheiro", diz John.
Mas o problema afeta as vítimas do transtorno de ansiedade em todo o mundo.

Pânico paralisante

E isso vem da dificuldade em diagnosticar o mal e definir como ele pode debilitar uma pessoa.
"Todo mundo sofre de algum tipo de ansiedade", explica John.
E eles variam de uma simples preocupação, como sudorese nas mãos ao falar em público, às manifestações mais intensas.
A Asociação Psiquiátrica dos EUA define o diagnóstico de trastorno de ansiedade quando o nervosismo ou a preocupação têm as seguintes características.
  • 1) Uma reação desproporcional ou inapropriada em relação tanto à idade do indivíduo como à situação presente.
  • 2) Um impedimento à capacidade de agir normalmente
Entre efeitos conhecidos do transtorno estão palpitações, confusão mental, problemas com a fala, tonturas, fadiga e até desmaios.
"Seu cérebro começa a funcionar mal e você fica ansioso em situações completamente inapropriadas. É algo completamente enfraquecedor", afirma John.

Agravantes

Alguns tipos de anisedade podem resultar em uma espécie pânico paralisante. Ou levar a desordens como o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e a depressão. No caso de John, o problema é a vertigem.
"Se ouço muitas pessoas falando, tenho ataques de vertigem. Sinto-me como se fosse desmaiar, e por isso não consigo sair de casa", explica.
John depende dos cuidados de sua mãe, uma aposentada de 70 anos. E é imprevisível quando ele terá um ataque.
"Minha condição oscilou nos últimos anos. O diagnóstico original foi em 2011, mas tive uma recaída no ano passado. Nos últimos seis meses de 2016, estive muito doente e enjoado. Minha mãe me tirava de casa por uma meia hora, para darmos uma volta. Mas muitas vezes tive ataques de vertigem intensos. Por isso, fui saindo cada vez menos".
Os benefícios que recebia do Departamento de Trabalho e Pensões foram cancelados porque, na avaliação das autoridades britânicas, John, não está severamente incapacitado.
"Minha mãe cuida de mim em tiempo integral, sem nenhum tipo de apoio. É um insulto que o governo me diga que estou capacitado quando sequer consigo sair de casa".

Determinação

A BBC, porém, também conversou com outra vítima de transtorno de ansiedade. E que trouxe uma história diferente: Stephen O'Reilly conta que é possível controlar a condição através da determinação.
 Ele conta ter se forçado a sair de casa e a buscar um emprego, ainda que com ajuda de remédios e meditação.
"Chorava e tinha ataques de pânico, mas não queria deixar que a doença se apoderasse de mim e definisse minha existência".
Apesar da ansiedade, ele propôs a si mesmo o desafio de viajar pela Austrália com sua mochila.
"A cada lugar que parávamos, não conseguia olhar as pessoas na cara e gaguejava. Mas viajei porque não queria mais viver minha vida daquela maneira".
A experiência mudou sua realidade: O´Reilly atualmente consegue trabalhar, ainda que os ataques vez ou outra ainda aconteçam. Mas ele usa a meditação para conter seus efeitos.
"Digo a mim mesmo quem sou e onde estou. Assim lido com isso. Porque prefiro trabalhar e ter esses ataques aleatórios de pânico (a ficar em casa)".
O'Reilly recomenda que outras vítimas façam o mesmo e não esperem ajuda estatal.

FONTE: http://www.bbc.com/portuguese/geral-39167010

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Estudo aponta relação entre depressão e mortalidade por câncer

Por: AFP

As pessoas que sofrem de depressão ou ansiedade podem ter mais probabilidades de morrer de alguns tipos de câncer, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira.
A análise da ficha clínica de mais de 160 mil adultos na Inglaterra e no País de Gales mostrou que os que declararam que sofriam problemas psicológicos eram mais propensos a morrer de câncer de cólon, próstata e pâncreas.
Os pesquisadores ressaltaram que se trata de uma constatação estatística e que isso não significa que exista um vínculo causa-efeito entre o estado psíquico de uma pessoa e o câncer. Mas esses resultados se somam a vários indícios que apontam a existência de interações entre a saúde física e a saúde mental, afirmou o artigo publicado na revista científica British Medical Journal (BMJ).
Várias pesquisas já apontaram a existência de uma relação entre os sintomas da depressão e os transtornos de ansiedade e a incidência de doenças cardiovasculares. Mas, até agora, as tentativas de demonstrar um possível vínculo com o câncer tiveram resultados pouco claros, explicaram os especialistas, um grupo de cientistas do University College de Londres, da Universidade de Edimburgo e de Sydney.
A equipe, dirigida por David Batty, epidemiologista da University College de Londres, analisou 16 estudos que realizavam um acompanhamento de uma determinada população no longo prazo, uma dezena de anos. Do total de 163.363 pessoas acompanhadas, um grupo composto por indivíduos de mais de 16 anos e que não tinham câncer no início do estudo, 4.353 morreram por essa patologia durante as observações.
Os pesquisadores centraram seu estudo nos casos de câncer que dependem dos hormônios ou que estão ligados ao estilo de vida.
Vários estudos sugerem que, efetivamente, o desequilíbrio hormonal que gera a depressão conduz a uma produção mais elevada de cortisol e inibe os mecanismos naturais de reparação do DNA, o que enfraquece as defesas diante do câncer.
Também há dados de que entre as pessoas depressivas é mais comum o tabagismo, o consumo de álcool e a obesidade, três fatores de risco para o câncer.
Segundo a análise realizada, as pessoas que sofriam sintomas de depressão e ansiedade tinham uma incidência 80% maior de morte de câncer de cólon, e eram duas vezes mais propensas a morrer de um câncer de próstata, de pâncreas ou de esôfago.
Os pesquisadores ajustaram estatisticamente os efeitos de distorção atribuídos ao modo de vida, sexo, idade, peso e situação socioeconômica.
Os especialistas indicaram que também não é possível excluir uma causalidade inversa, ou seja, que a depressão seja provocada pelos sintomas de um câncer que ainda não foi diagnosticado.
— É preciso realizar outras pesquisas para entender mais sobre a relação do câncer e suas possíveis causas — disse Batty.
FONTE:  http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/noticia/2017/01/estudo-aponta-relacao-entre-depressao-e-mortalidade-por-cancer-9605184.html