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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012


DEMÊNCIA
1. Conceito: é um comprometimento cognitivo geralmente progressivo e irreversível. As funções mentais anteriormente adquiridas são gradualmente perdidas. Com o aumento da idade a demência torna-se mais freqüente. Acomete 5 a 15% das pessoas com mais de 65 anos e aumenta para 20% nas pessoas com mais de 80 anos.
2. Fatores de Risco: os mais conhecidos para a demência são: Idade avançada história de demência na família, sexo feminino.
3. Sintomas: incluem alterações na memória, na linguagem, na capacidade de orientar-se. Há perturbações comportamentais como agitação, inquietação, andar a esmo, raiva, violência, gritos, desinibição sexual e social, impulsividade, alterações do sono, pensamento ilógico e alucinações.
4. Causas: incluem lesões e tumores cerebrais, síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), álcool, medicamentos, infecções, doenças pulmonares crônicas e doenças inflamatórias. Na maioria das vezes as demências são causadas por doenças degenerativas primárias do sistema nervoso central (SNC) e por doença vascular. Cerca de 10 a 15% dos pacientes com sintomas de demência apresentam condições tratáveis como doenças sistêmicas (doenças cardíacas, renais, endócrinas), deficiências vitamínicas, uso de medicamentos e outras doenças psiquiátricas (depressão).
5. Cuidados de Enfermagem:
  • Ficar atento à alimentação e a hidratação do cliente;
  • Manter um ambiente calmo e agradável para o mesmo;
  • Procurar tranqüilizá-lo quando estiver agitado, ou confuso;
·        Atentar para as alterações do pensamento, criando mecanismos que ativem a memória;
·        Manter uma conversa simples e agradável;
·        Quando necessário, proporcionar maneiras de orientá-lo em relação ao tempo com a utilização de calendários e relógios;
·        Cuidar da segurança em relação ao risco de acidente (queda), e manter o ambiente com boa luminosidade e áreas livres para deambulação;
·        Orientar familiares quanto aos cuidados, para aqueles que irão cuidar do cliente em casa.

 

SÍNDROME DE ALZHEIMER


1. Conceito: também conhecido como Demência Senil de Alzheimer, envolve o declínio progressivo em áreas responsáveis pela percepção e conhecimento, significando para a pessoa prejuízo em sua memória, na sua capacidade de julgamento, afeto, deterioração intelectual, desorganização da personalidade e aumento da incapacidade de exercer as atividades diárias.
Esse declínio é causado pela interrupção da transmissão das mensagens, entre as células nervosas, que são passadas por agentes químicos ou neurotransmissores. Acredita-se que nessa doença ocorreria a ausência de um neurotransmissor específico, atrofia do córtex cerebral e modificações nas células nervosas.
A prevalência do Mal de Alzheimer é mais alta do que se esperava. Ela ocorre entre 10% a 15% em pessoas com idade mínima de 65 anos; em pessoas com mais de 75 anos, a incidência é de 19%, e com idade acima de 85 anos, essa porcentagem é de 47%.
2. Causa: é desconhecida, porém vários fatores de risco podem ser considerados, como a idade, relações familiares, fatores genéticos, traumatismo craniano, entre outros.
3. Diagnóstico: é feito com base na história do paciente e do exame clínico. As técnicas de imagem cerebral como tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser úteis. O exame do cérebro pós-morte é a única forma de se chegar a um diagnóstico definitivo.
4. Evolução clínica: alguns autores dividem o mal de Alzheimer em três estágios a saber:
·        Primeiro estágio: dura entre 1 a 3 anos e o distúrbio da memória é o primeiro sinal observado; a pessoa tem dificuldade de aprender coisas novas, além de um comprometimento das lembranças passadas; pode apresentar tristeza, desilusão, irritabilidade, indiferença; é capaz de desempenhar bem suas atividades diárias no trabalho e em sua casa, porém não consegue adaptar-se a mudanças;
·        Segundo estágio: dura entre 2 a 10 anos, podendo-se observar: distúrbios de linguagem, como afasia, e acentuado comprometimento da memória em relação a lembranças remotas e recentes; desorientação espacial, indiferença em relação aos outros, inquietação motora com marcha em ritmo compassado. Nesse estágio, a deglutição torna-se prejudicada;
·        Terceiro estágio: dura entre 8 a 12 anos; as funções intelectuais apresentam-se gravemente deterioradas; há perda das habilidades virtuais e mentais, inclusive da fala; o movimento voluntário é mínimo e os membros tornam-se rígidos com a postura fletida; apresenta incontinência urinária e fecal. A pessoa perde toda a habilidade para se auto-cuidar.

5. Tratamento: por se tratar de uma doença que não tem cura, o tratamento medicamentoso é paliativo e está relacionado ao controle de sinais e sintomas decorrentes das alterações comportamentais, como a agitação e a confusão mental, com a utilização de haloperidol (Haldol).

6.  Cuidados de enfermagem: estão diretamente relacionadas ao grau de demência e dependência que o indivíduo apresenta.
·        Atentar para as alterações do pensamento, criando mecanismos que ativem a memória;
·        Manter uma conversa simples e agradável;
·        Quando necessário, proporcionar maneiras de orientá-lo em relação ao tempo com a utilização de calendários e relógios;
·        Cuidar da segurança em relação ao risco de acidente (queda), adaptando o ambiente (manter camas baixas e com grades levantadas, corrimão no banheiro, evitando tapetes nas áreas de circulação da casa).
·        Manter o ambiente com boa luminosidade e áreas livres para deambulação;
·        Orientar familiares quanto aos cuidados, para aqueles que irão cuidar em casa, do portador de Mal de Alzheimer, pois a hospitalização somente ocorrerá em casos de complicação do quadro clínico.
Obs: É importante que a orientação aos familiares seja dada desde o momento da internação, solicitando, se possível, que participem dos cuidados que estão sendo prestados, intensificando o treinamento no instante que a alta for programada.
DOENÇA DE PARKINSON
01.Conceito: Descrita pela primeira vez por James Parkinson em 1817, a doença de Parkinson ou mal de Parkinson é caracterizada por uma desordem progressiva do movimento devido à disfunção dos neurônios secretores de dopamina nos gânglios da base, que controlam e ajustam a transmissão dos comandos conscientes vindos do córtex cerebral para os músculos do corpo humano. Não somente os neurônios dopaminérgicos estão envolvidos, mas outras estruturas produtoras de serotonina, noradrenalina e acetilcolina estão envolvidos na gênese da doença.
A doença de Parkinson é idiopática, ou seja é uma doença primária de causa obscura. Há degeneração e morte celular dos neurónios produtores de dopamina.
O parkinsonismo caracteriza-se pela disfunção ou morte dos neurónios produtores da dopamina no sistema nervoso central. O local primordial de degeneração celular no parkinsonismo é a substância negra, presente na base do mesencéfalo.
02. Epidemiologia: Nos Estados Unidos, a prevalência da Doença de Parkinson é de 160 por 100.000 pessoas, embora esteja aumentando. Há mais de um milhão de sofredores só nesse país. Noutros países desenvolvidos a incidência é semelhante. A idade pico de incidência é por volta dos 60 anos, mas pode surgir em qualquer altura dos 35 aos 85 anos.
O Mal de Parkinson é uma doença que ocorre quando certos neurônios morrem ou perdem a capacidade. A pessoa com Parkinson pode apresentar tremores, rigidez dos músculos, dificuldade de caminhar, dificuldade de se equilibrar e de engolir. Como esses neurônios morrem lentamente, esses sintomas são progressivos no decorrer de anos.

03. Manifestações clínicas: A DP é caracterizada clinicamente pela combinação de três sinais clássicos: tremor de repouso, bradicinesia e rigidez. Além disso, o paciente pode apresentar também: acinesia, micrografia, expressões como máscara, instabilidade postural, alterações na marcha e postura encurvada para a frente.

A clínica é dominada pelos tremores musculares. Estes iniciam-se geralmente em uma mão, depois na perna do mesmo lado e depois nos outros membros. Tende a ser mais forte em membros em descanso, como ao segurar objetos, e durante períodos estressantes e é menos notável em movimentos mais amplos. Há na maioria dos casos mas nem sempre outros sintomas como rigidez dos músculos, lentidão de movimentos, e instabilidade postural (dificuldade em manter-se em pé). Há dificuldade em iniciar e parar a marcha e as mudanças de direção são custosas com numerosos pequenos passos.
O doente apresenta uma expressão fechada tipo máscara sem demonstar emoção, e uma voz monotônica, devido ao deficiente controle sobre os músculos da face e laringe. A sua escrita tende a ter em pequeno tamanho (micrografia). Outros sintomas incluem deterioração da fluência da fala (gagueira), depressão e ansiedade, dificuldades de aprendizagem, insônias.
04. O diagnóstico é clínico através de testes musculares e de reflexos.
Existem evidências de distúrbios nos domínios emocional, cognitivo e psicosocial, destacando-se: depressão, ansiedade; prejuízos cognitivos e olfatórios; e, em particular, a demência na DP.

05.Tratamento fisioterapêutico: Atua em todas as fases do Parkinson, para melhorar as forças musculares, coordenação motora, equilíbrio.

O paciente com Parkinson, geralmente está sujeito a infecções respiratórias, que ocorrem mais com os pacientes acamados. Nestes casos a Fisioterapia atua na manutenção da higiene brônquica, estimulo a tosse, exercícios respiratórios reexpansivos e em casos mais graves onde há comprometimento da musculatura respiratória, é indicado o tratamento com aparelhos de ventilação mecânica, respiradores mecânicos não-invasivo, visando a otimização da ventilação pulmonar com conseqüente melhora do desconforto respiratório.

06. Prognóstico: O curso é progressivo ao longo de 10 a 25 anos após o surgimento dos sintomas. O agravamento contínuo dos sintomas, para além da importância da dopamina para o humor, levam a alterações radicais na vida do doente, e à depressão profunda freqüentemente. A síndrome de Parkinson não é fatal mas fragiliza e predispõe o doente a outras patologias, como pneumonia de aspiração (o fraco controle muscular leva a deglutição da comida para os pulmões) e outras infecções devido à imobilidade.


07. Cuidados de enfermagem: Estão relacionadas ao grau de dependência que o indivíduo apresenta:
·        Atentar para as alterações do comportamento do cliente;
·        Proporcionar um ambiente calmo e seguro para o mesmo;
·        Cuidar da segurança em relação ao risco de acidente (queda), adaptando o ambiente (manter camas baixas e com grades levantadas, corrimão no banheiro, evitando tapetes nas áreas de circulação da casa).
·        Manter o ambiente com boa luminosidade e áreas livres para deambulação;
·        Ficar atento à alimentação e hidratação, pois o paciente pode ficar facilmente desnutrido, e desidratado.
·        Mantê-lo vestido e agasalhado, evitando assim pneumonias pela baixa resistência.
·        Não deixá-lo sozinho, pois a solidão aumenta seu desconforto. 
FONTE:
SOUTO, D. F. Saúde Mental no Trabalho: uma revolução em andamento. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2004. 336 p.

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