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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Oficializar maconha é abrir fábrica de esquizofrênicos, diz psiquiatra

O psiquiatra Valentim Gentil Filho foi o entrevistado do Roda Viva desta segunda-feira (4) 
O psiquiatra Valentim Gentil Filho
Se o Brasil seguir a tendência de outros países e oficializar a indústria da maconha, nós teremos "uma fábrica de esquizofrênicos". A opinião é do psiquiatra Valentim Gentil Filho, professor titular da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), convidado desta segunda-feira (4) do programa Roda Viva, apresentado ao vivo na TV Cultura e reproduzido pelo UOL.
Para o psiquiatra, considerado um dos mais influentes do país, a sociedade tem sido conivente e omissa em relação à droga, e os riscos provocados por ela não têm sido bem divulgados. Gentil Filho contou no programa que, segundo estudos bem fundamentados, a maconha aumenta em 310% o risco de esquizofrenia quando consumida uma vez por semana na adolescência. E trata-se de uma doença incurável: "O esquizofrênico pode ter uma vida praticamente normal, mas sempre há uma sequela".
O psiquiatra sugeriu que, assim como pais permitem que seus filhos consumam álcool em festas, a informação distorcida de que maconha não faz mal fará com que eles deixem os jovens fumarem em casa. E o problema é que, nos adolescentes, que estão em uma fase de "poda" natural do cérebro para a entrada na idade adulta, a droga é especialmente prejudicial. 
O professor também fez críticas à chamada luta antimanicomial, que fez o Brasil fechar milhares de leitos psiquiátricos sem proporcionar alternativas. Ele ressaltou que o atual modelo dos Caps (Centros de Atenção Psicossocial) não tem como substituir o atendimento ambulatorial e as internações psiquiátricas. Para Gentil Filho, não se trata de abandonar os pacientes em manicômios, mas garantir o tratamento em fase aguda. Ele reforçou que, atualmente, só um terço dos pacientes psiquiátricos diagnosticados recebe tratamento. 
Para o psiquiatra, tanto a luta antimanicomial quanto a vinda de cubanos (pelo programa Mais Médicos) fazem parte de uma visão mais ampla que a medicina, de uma mentalidade que persiste no Ministério da Saúde e tem raízes político-ideológicas. Na prática, segundo ele, o que acontece é que há um número absurdo de pessoas com transtornos graves nas ruas, rejeitadas por hospitais e por outras instituições. 
FONTE: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/11/05/legalizar-maconha-e-abrir-fabrica-de-esquizofrenicos-diz-psiquiatra.htm

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Diferença entre deslocamento e sublimação


Há uma série de aspectos de Freud que são controversos. O que não é polêmico é o fato de que ele mudou o campo da psicologia para o bem. Freud insistiu que id, ego e superego constituíram a base da consciência humana. Os impulsos primitivos do ser humano --- aqueles que tendem automaticamente para o prazer --- são representados pelo id. O ego utiliza mecanismos de defesa para alinhar os desejos do id com a realidade. O superego representa desenvolvido senso de uma pessoa de moralidade. O ego é o mais forte dessas construções mentais. Mecanismos de defesa
A interação do id, ego e superego muitas vezes resulta em grande ansiedade. Freud afirmava que os seres humanos buscam reduzir essa tensão, racionalizando as unidades produtoras de ansiedade. Todas essas unidades envolvem negação ou repressão de alguma forma, reduzindo, assim, os efeitos nocivos do pensamento ameaçador ou impulso. Embora Freud postulou a idéia do mecanismo de defesa, que era sua filha, Anna Freud, que desenvolveu a idéia em seu trabalho.
Deslocamento
Deslocamento ocorre quando alguém redireciona uma emoção particular em direção a um alvo menos ameaçador ou mais fácil. Alguém poderá transferir a raiva de uma pessoa para um animal de estimação, por exemplo, ou a agressão trabalhar para a agressão em casa. Desejo sexual eo medo pode ser deslocado também. Um desejo que é considerado inaceitável por essa pessoa vai ser ventilados de forma mais aceitável.
Sublimation
sublimação é quando uma pessoa aberturas impulsos inaceitáveis ​​em um forma que é mais socialmente aceitável. Uma pessoa pode canalizar uma unidade indesejável em algo produtivo. Por exemplo, uma pessoa com um impulso agressivo poderia se tornar um especialista em demolição de prédio ou atleta. Desejo sexual indesejada pode ser transformado em energia por trás de uma manobra de negócios apaixonado ou forma de expressão artística. Freud viu a sublimação como uma força motriz de um pouco de arte e literatura.
Deslocamento vs Sublimação
Ambos deslocamento e sublimação envolvem lidar com impulsos e sentimentos indesejados, concentrando-se longe o alvo pretendido. Satisfazendo esses impulsos de uma forma menos prejudicial para acalmar o ego e reduzir a ansiedade. No entanto, a sublimação significa que uma pessoa converte energias desagradáveis ​​em positivas ou útil. Deslocamento, muitas vezes é apenas a transferência de uma energia negativa para um novo alvo. Deslocamento pode ser considerado um mecanismo de defesa, geralmente inadequadas, enquanto que a sublimação é geralmente um saudável. 
FONTE: http://www.saude-dieta.info/pt/saude/201307/166281.html

domingo, 3 de novembro de 2013

Isso é só o fim - Camisa de Vênus



Se o chão abriu sob os seus pés
E a segurança sumiu da faixa
Se as peças estão todas soltas
E nada mais encaixa
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Algo que você, não identifica
Insiste a atormentar
Você implora por proteção
Não sabe como vai acabar
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Esse calor insuportável
Não abranda o frio da alma
A vida, já não é tão segura
E nada mais me acalma
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Sempre acordam os diabos
E a apressado, vai à lua
Mas mesmo à se acordar, do pesadelo
Continua
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Ôh, senhoras!
Isso é só o fim, isso é só o fim
Ôh, senhores!
Mas isso é só o fim, mas isso é só o fim

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Síndrome faz americano ficar bêbado ao comer doces

 
O americano Matthew Hogg, de 34 anos, sofre de uma síndrome rara de fermentação intestinal que faz com que ele fique bêbado ao consumir alimentos como carboidratos e doces. Esse processo de embriaguez sem ingestão de álcool ocorre porque há em seu intestino delgado um supercrescimento de leveduras, que acabam produzindo etanol.
Segundo os médicos, ainda se sabe muito pouco sobre essa doença, mas uma série de casos já tem sido citada na literatura. Por causa de sua condição, Matthew normalmente acorda de ressaca e sofre de exaustão constante, segundo o site do jornal britânico "Daily Mail". Além disso, ele tem "intoxicação crônica por álcool" e uma doença no fígado, resultantes da frequente fermentação intestinal.
Para evitar o problema, que levou mais de 20 anos para ser diagnosticado, o americano mantém uma dieta natural à base de carnes, peixes, ovos, legumes, nozes, água e chá de ervas. Esse hábito não elimina totalmente os sintomas do americano, mas alivia um pouco a situação – agravada por comidas como arroz, batata frita, sanduíches e refrigerantes. Matthew diz que, para ele, uma única porção de arroz equivale a três garrafas de vinho.
O americano também conta que, durante a adolescência, ele era teimoso e insistia em ir a festas e consumir álcool. Mesmo sem beber, porém, ele apresentava sintomas como tontura, náusea e agressividade com colegas de classe. Seus médicos chegaram a insistir para que ele procurasse um psiquiatra, por faltar demais à escola. Mas o paciente acabou buscando ajuda com especialistas em Londres e no México.
A família de Matthew gastou todas as economias que tinha, de cerca de R$ 177 mil, até que o jovem fez um exame de sangue que apontou níveis elevados de etanol e outros álcoois, indicando supercrescimento bacteriano no intestino delgado.
Apesar do diagnóstico já ter sido feito, o americano é incapaz de se manter em um emprego e seguir sua carreira de terapeuta nutricional. Ele acaba ficando em casa, onde mora com a namorada Mandy Taylor, mas não se mantém parado: resolveu criar um site para ajudar outras pessoas com a doença. Mandy segue a mesma dieta de Matthew, para acompanhá-lo e não deixá-lo passando vontade.
FONTE:  http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/10/sindrome-faz-americano-ficar-bebado-ao-comer-doces-e-carboidratos.html

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Mulher sofre de síndrome que a faz comer doces durante o sexo



Uma mulher que sofre de obesidade mórbida apresenta uma estranha condição na hora de ir para cama – ela é capaz de devorar dezenas de cupcakes e rosquinhas durante o ato sexual. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.
Sammee Matthews, 42 anos, mora em Las Vegas e apresenta o diagnóstico de sitofilia, uma obsessão erótica por comida. No caso dela, o que a excita especificamente são os bolos e doces. Ela conta que basta uma voltinha por uma padaria para se sentir mais animada para o sexo e também afirma que chega a perder a concentração quando vê este tipo de alimento e que imediatamente começa a ter pensamentos perversos.
“Para algumas pessoas, ostras são estimulantes, mas para mim é qualquer coisa doce”, contou. “Adoro cupcakes e cookies. Seu cheiro, sabor e textura me deixam excitada”, acrescentou. A paixão, no entanto, fez com que os ponteiros da balança subissem ainda mais e ela chegou a pesar mais de 200 kg. Recentemente, Sammee conseguiu emagrecer cerca de 30 kg, pois está determinada a voltar a trabalhar. “É muito excietante para mim comer deliciosos bolos e donuts enquanto faço amor. Isso já me deu os mais incríveis orgasmos”.
No entanto, seu atual relacionamento quase chegou ao fim. E o motivo não foram os doces: na verdade, ela descobriu que o parceiro era casado. Sammee contou que foi um grande choque, mas que tentou dar a volta por cima. “Ele me disse que ninguém irá me amar do jeito que ele me ama, e eu acreditei”.
Mãe de dois filhos, ela dirige um clube de strippers. Ela conta que sofre com o excesso de peso e tem que tomar comprimidos para dor muscular. “Tem dias que meus pés estão tão inchados que minha filha tem que colocar minhas meias.”

O crime e a doença mental




Quando alguém pode ser responsabilizado penalmente pela prática de um fato delituoso, aí estará presente a sua imputabilidade. Nesse caso, pode-se atribuir ao agente a prática de um crime, porque o sujeito era capaz de compreender a ilicitude da sua conduta. Aqui, desde que condenado por uma sentença judicial, no âmbito do devido processo legal, caberá ao juiz fixar a pena correspondente (prisão, restritivas de direito ou multa), dependendo da gravidade do crime e das condições pessoais do infrator. Se, todavia, era o autor da infração, na data do fato, menor de 18 anos de idade ou doente mental, a Constituição brasileira (art. 228) denominou-os de inimputáveis, significando dizer que a eles não poderão ser aplicadas sanções penais. Por imputabilidade, assim, entende-se todo aquele que pode ser condenado pela prática de um delito, enquanto a inimputabilidade significa a proibição da fixação de uma pena. Quando um menor de 18 anos de idade pratica um fato descrito na lei como crime, a ele somente poderá ser imposta uma medida sócio-educativa - advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, inserção em regime de semi-liberdade e internação em estabelecimento educacional.

Quem, ao tempo do crime, era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, será sempre considerado inimputável, daí porque – também aqui – será absolutamente proibida a fixação de uma pena, uma vez que caberá ao juiz estabelecer um tratamento médico-psiquiátrico, juridicamente denominado de medida de segurança. A esquizofrenia, a psicose maníaco-depressiva, a paranóia e a epilepsia, são as doenças mentais mais presentes nos crimes contra a liberdade sexual (estupro e atentado violento ao pudor, principalmente), segundo pesquisa realizada junto à primeira Vara de Execução Penal de Pernambuco, que tem jurisdição junto ao único hospital de tratamento psiquiátrico do estado, no município de Itamaracá, a quem compete executar a medida de segurança estipulada pelos juízes estaduais, ora revogando-a, ora decidindo pelo seu prosseguimento. 

Portanto, os menores de 18 anos e os doentes mentais são inimputáveis porque estão isentos de pena, independentemente da gravidade do crime cometido, por força da Constituição, bem por isso cumprem medidas extraordinárias. Quando o acusado de um crime aparenta sintomas de anomalias mentais, cabe ao juiz da causa instaurar o necessário incidente de insanidade mental, submetendo-o a exame médico, cabendo ao psiquiatra elaborar laudo circunstanciado sobre as condições mentais do paciente. É o médico-psiquiatra quem define a capacidade mental do infrator, pois de um modo geral o juiz se vale do seu parecer para decidir a questão no âmbito do processo criminal. Se o fizer pela imputabilidade, reconhecendo a autoria e a existência de um crime, imporá ao infrator uma pena propriamente dita; optando pela inimputabilidade, fixará uma medida de segurança, submetendo o paciente a tratamento psiquiátrico, onde ele permanecerá até que venha a ser curado da anomalia mental, não importando o tempo da sua custódia, nem o tipo de crime que tenha cometido. Sua liberação, entretanto, só será concretizada se comprovado o fim da sua periculosidade.

Estabelecendo o laudo psiquiátrico que o réu, ao tempo do crime, era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito da sua conduta, por doença mental, é claro que o juiz aplicar-lhe-á uma medida de segurança, submetendo-o a tratamento psiquiátrico, restando rechaçada a fixação de uma pena. A Lei de Execução Penal, de 1984, além de criar os hospitais de custódia e de tratamento psiquiátricos nos estados, com este fim, também autorizou o juiz a transformar a pena de prisão em medida de segurança, quando o condenado, após a prática do crime, vem a desenvolver alguma doença mental.

Pela lei brasileira, como se viu, o doente mental não vai para a cadeia, mesmo que tenha ele cometido o mais grave dos crimes, pois comprovada essa condição através de laudo psiquiátrico, caberá a fixação de um tratamento psiquiátrico. Se a perícia médica é falha na conclusão do laudo, é evidente que o juiz também cometerá o mesmo senão, porque o resultado do laudo psiquiátrico será tomado como base para a decisão final do juiz.

Adeildo Nunes é juiz de Execução Penal, mestre em Direito e professor da Faculdade Integrada do Recife (FIR).     
FONTE: http://www.adeildonunes.com.br/paginas/not-artigos.php?cont=noticias&cod=92

Portadores da Síndrome de Down vivem 50 anos a mais que no passado




Rosto típico, dificuldade para falar e aprender. No passado, por volta de 1947, estes traços indicavam uma vida curta, entre 12 e 15 anos. O diagnóstico da Síndrome de Down - uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais, o par 21 - era muito mais aflitivo do que é hoje para os pais. Atualmente, a expectativa de portadores da alteração genética está entre 60 e 70 anos, de acordo com a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Nesta quarta-feira (21), é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down.
Ao mesmo tempo, os casos se tornam cada vez mais frequentes, afirmou a fisioterapeuta pediátrica especialista no desenvolvimento de portadores da Síndrome de Down, Fernanda Davi. "Estão mais comuns, pois as mulheres têm filhos cada vez mais tarde, acima dos 35 anos", justificou. De acordo com a Fundação Síndrome de Down, há maior probabilidade da ocorrência do problema em relação à idade materna, quanto mais idade a mulher tiver, mais risco de a Síndrome de Down se manifestar.
Exames podem diagnosticar a alteração genética ainda no período de gestação, mesmo assim, existem casos em que a Síndrome de Down é descoberta apenas ao nascimento do bebê. "Assim que a criança sai do hospital, já começamos o tratamento", disse Fernanda. Com acompanhamento de um fisioterapeuta e de um fonoaudiólogo o portador pode andar, falar e frequentar uma escola normalmente, disse a fisioterapeuta.
O principal problema apresentado pela criança com SD é a falta de tônus muscular. "Eles são mais moles", disse Fernanda. Esta carência interfere nas habilidades motoras, por isso, exercícios de fisioterapia e fonoaudiologia são importantes para o paciente andar e falar como uma criança normal. "Aos dois anos e meio, três, eles já conseguem fazer tudo, andar, correr, se equilibrar em um pé só", descreveu Fernanda sobre a evolução dos pacientes.
O tratamento usado pela fisioterapeuta é o Cuevas Medek Exercise (CME), que desenvolve movimentos como segurar o pescoço, rolar, sentar, arrastar, engatinhar, ficar em pé, andar e correr, segundo Fernanda. "Primeiro eu gero o desequilíbrio para que elas mesmas consigam desenvolver o equilíbrio do próprio corpo. Com apenas algumas caixas e pedaços de madeira, eu monto um cenário no qual as crianças brincam ao mesmo tempo em que vão se desenvolvendo", explicou.
Características
Achatamento da parte de trás da cabeça, dobras nos cantos internos dos olhos, ponte nasal achatada, orelhas ligeiramente menores, boca pequena, mãos e pés pequenos, rosto redondo, cabelos lisos, pescoço curto, flacidez muscular, prega palmar única e pele na nuca em excesso são as características físicas usualmente apresentadas por pessoas com Síndrome de Down.
As pessoas com a diferença genética têm tendência à obesidade, cardiopatias, hipotireoidismo, problemas renais e alteração dos glóbulos brancos no sangue. A dificuldade de cognição também é comum, porém, apesar de levar mais tempo que uma pessoa normal, quem tem Síndrome de Down é perfeitamente capaz de aprender e absorver conhecimento sobre diversas áreas, afirmou Fernanda.
Segundo a psicóloga Juliana Siqueira Baida, do Serviço de Formação e Inserção ao Mercado de Trabalho da Fundação Síndrome de Down, "todos conseguem se desenvolver profissionalmente. As maiores dificuldades apresentadas são nas relações interpessoais, devido às barreiras impostas pela sociedade e muitas vezes pela equipe de trabalho", disse ela. Outro ponto, é o relacionamento de casal entre pessoas com Síndrome de Down. "Eles exprimem a sexualidade de forma inadequada devido à constante repressão", afirmou Juliana.
Papel de mãe
"Como eu já tinha passado por um parto normal, cheguei ao hospital e me falaram que seria bem rápido, porque seria parto normal de novo. Começou a demorar demais. Depois de seis horas ele nasceu. Quando ele saiu, virou uma bolinha, todo mole, minha outra filha já saiu durinha, totalmente diferente. Olhei nos olhinhos dele e percebi na hora". O relato é de Renata Camargo, mãe de Guilherme, 1 ano e 11 meses, que apesar de não apresentar qualquer alteração nos exames durante a gestação, nasceu com Síndrome de Down.
"Vem aquele sentimento de desespero, de que não quer acreditar. Me perguntava como iria ser e como iria contar para as pessoas. Mas quando peguei ele nos braços, senti o mesmo amor que tenho pela minha filha", contou Renata. Ela confessou que foi difícil evitar questionamentos dos motivos que levaram aquilo a acontecer com ela mas, passado um tempo, Renata decidiu parar de sofrer, cuidar de Guilherme e dar todo amor possível a ele.
Encantada pelo avanço do filho com os tratamentos de fisioterapia, ela disse que em um mês ele "subiu dois degraus". Guilherme começou a andar há cerca de três meses e só frequenta as sessões fisioterapêuticas para aperfeiçoar o que já sabe. "Ele está subindo rampas e escadas", disse. Sobre o desafio de aceitar um filho com Síndrome de Dawn, Renata questionou: "se uma pessoa tem um filho completamente normal e acontece alguma coisa que o deixe com algum problema, ela deixará de amá-lo?".
FONTE: http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/portadores-da-sindrome-de-down-vivem-50-anos-a-mais-que-no-passado,c7e98c3d10f27310VgnCLD100000bbcceb0aRCRD.html