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terça-feira, 26 de maio de 2026

O poder da música

ANA PAIS

BBC 


As artes, como a literatura e a música, ajudam a nos sincronizar uns com os outros", afirma o neuropsiquiatra e escritor mexicano Jesús Ramírez Bermúdez.

"Quando eu e outra pessoa estamos ouvindo a mesma música ou lendo o mesmo livro, a atividade dos meus neurônios se sincroniza com a dos neurônios dela", acrescenta ele. O mesmo ocorre com a atividade cardíaca.

Ramírez Bermúdez sabe disso tanto por seu trabalho como cientista e clínico na Unidade de Neuropsiquiatria do Instituto Nacional de Neurologia e Neurocirurgia do México quanto pelas pesquisas que realiza para seus livros.

Sua obra mais recente, La melancolía creativa (A melancolia criativa, na tradução literal para o português), mistura a história da medicina e da psiquiatria com estudos atuais de neurociência para desvendar justamente as ligações entre melancolia e criatividade.

No livro, ele afirma, por exemplo, que "a melancolia atravessa a história da cultura ocidental: é um símbolo da desilusão e do sofrimento; um sinal crítico que indica o desfecho dos distúrbios coletivos e das limitações de todo esforço civilizatório. Mas também é um ponto de partida da travessia artística".

No mundo há pessoas cegas que experimentam alucinações visuais, pacientes com amnésia que têm lembranças falsas, gente (viva, claro) que afirma estar morta.

Mais especificamente, realiza estudos dentro de uma corrente de pesquisa chamada conectoma humano.

"Basicamente, o que se busca decifrar é a forma como esses 100 bilhões de neurônios que temos no cérebro se comunicam e se integram para criar uma experiência unificada de consciência", explicou durante sua palestra viral do projeto "Aprendemos Juntos", do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria.

"Eu tenho a sensação de que sou uma pessoa, um sujeito, um único indivíduo. Não tenho a sensação de que sou 100 bilhões de neurônios, além de muitas outras células que tenho no meu organismo. Então, como essa unidade se cria?"

O fenômeno tem até uma condição interessante: "Isso só acontece quando nós dois temos uma disposição atencional, ou seja, quando ambos utilizamos nossa atenção plena e ativa", explica ele à BBC Mundo.

Em A melancolia criativa, ele cita o caso extremo de uma pesquisa que demonstrou que a sincronização cardíaca não ocorre, por exemplo, se uma das pessoas está em estado vegetativo.

O fenômeno também pode acontecer em escala massiva. "É o que as bandas musicais buscam em um show: essa sincronização de quando todas as pessoas estão aplaudindo ou dançando no ritmo da música".

De fato, diz ele, isso é satisfatório para todos.

"Esse é o presente que eu acredito que os músicos, os escritores, os artistas em geral nos dão: essa possibilidade de nos sincronizarmos, de termos uma experiência coletiva e, portanto, um horizonte de sentido compartilhado", afirma, para em seguida ir um passo além.

Segundo Ramírez Bermúdez, isso nos dá razões para ter esperança.

"Os artistas nos lembram quais são essas razões, embora às vezes o façam por meio da evocação de momentos em que eles próprios não tiveram razões para ter esperança", diz.

"Esse é o paradoxo da melancolia criativa."

A teoria da bile negra

Apesar de hoje a melancolia ser principalmente um conceito cultural, em suas origens e durante mais de 2.000 anos ela pertenceu ao campo da medicina.

"O conceito médico da melancolia surgiu em uma tradição mais antiga que a filosofia aristotélica: a escola de Hipócrates. O médico de Cós registrou termos como epilepsia, frenite, letargia, mania e, enfim, a melancolia", escreve Ramírez.

A palavra surge do grego, em que melas significa "negro" e colé quer dizer "bile".

"O fato de nunca ter havido evidências de uma relação entre o quadro clínico da melancolia e o excesso de bile negra não impediu que essa teoria pré-científica se estendesse no tempo e no espaço", afirma em seu livro.

Durante a entrevista, Ramírez Bermúdez explica que a melancolia era definida como "uma forma de loucura que, em teoria, tinha a ver com uma acumulação patológica de bile negra".

Entre seus sintomas estavam a tristeza, o medo, a perda de sono e de apetite, e os delírios, além de um lado criativo.

Era tamanha a ideia que Aristóteles, em seu célebre Problema XXX, pergunta: "Por que razão todos aqueles que foram homens excepcionais, seja no que diz respeito à filosofia ou à ciência do Estado, à poesia ou às artes, mostram-se claramente melancólicos, e alguns até ao ponto de serem tomados por doenças provocadas pela bile negra?".

O termo foi abandonado como diagnóstico médico apenas no século passado, quando foi substituído pelo conceito de depressão.

Nesse ponto, o neuropsiquiatra mexicano gosta de esclarecer que, embora no dia a dia sejam frequentemente usados como sinônimos, depressão e tristeza não são a mesma coisa.

A depressão, diz ele, é uma síndrome clínica em que existe uma tristeza profunda, permanente ou duradoura, entre outros sintomas, e que pode ter múltiplas causas.

Já a tristeza "é um sentimento do cotidiano, que todos nós experimentamos e que faz parte do nosso repertório habitual de emoções".

Ela costuma ter uma carga negativa, mas, segundo Ramírez Bermúdez, "a tristeza tem incontáveis lições a nos ensinar, e uma muito importante é que ela é transitória".

"Ou seja, atravessamos o território da tristeza, entramos e saímos dele para seguir em frente com nossas vidas. À medida que surgem novos contextos, novos pensamentos ou novos projetos, a tristeza, digamos assim, nos abandona ou nós abandonamos esse território", continua.

'A tela da melancolia'

Em A Divina Comédia, de Dante Alighieri, existe um inferno para aqueles que vivem no "ar doce" da melancolia, que suspiram durante toda a eternidade "no lamaçal negro".

Ramírez Bermúdez está muito distante dessa visão sombria.

"A relação entre as artes e a depressão dá à melancolia a possibilidade de criar algo que recupere o sentido da vida", diz.

Por isso ele quis dedicar um livro inteiro à melancolia, ainda mais na atual "epidemia do desencanto", como ele a chama.

Na própria contracapa de seu livro, ele afirma: "Somos a tela da melancolia: em grande parte nos tornamos o resultado de nossas nostalgias e anseios, da luta entre o que gostaríamos de ter sido e a consciência do que realmente somos".

E isso, como ponto de partida para a criatividade, tem um enorme poder.

"A criatividade não é privilégio de alguns", escreve. "É a oportunidade de cada pessoa transformar o dia em um espaço de prazer e reconciliação".

FONTE: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgp21dzrk4o


quinta-feira, 26 de março de 2026

As 10 Fobias Mais Estranhas e Raras

Aracibutirofobia (Medo de manteiga de amendoim): Medo de que a pasta grude no céu da boca, muitas vezes ligado ao trauma de alergias.

  • Hipopotomonstrosesquipedaliofobia (Medo de palavras grandes): Ironicamente, é o nome dado ao pavor de pronunciar ou ler palavras longas.
  • Onfalofobia
     (Medo de umbigos):
     Pavor de olhar ou tocar em umbigos, sejam próprios ou de terceiros.
  • Aracibutirofobia (Medo de manteiga de amendoim): Medo de que a pasta grude no céu da boca, muitas vezes ligado ao trauma de alergias.
  • Hipopotomonstrosesquipedaliofobia (Medo de palavras grandes): Ironicamente, é o nome dado ao pavor de pronunciar ou ler palavras longas.
  • Onfalofobia
     (Medo de umbigos). 
    Pavor de olhar ou tocar em umbigos, sejam próprios ou de terceiros.
  • Venustrafobia (Medo de pessoas bonitas): Medo extremo de mulheres ou homens bonitos, gerando desejo de se afastar.
  • Cromofobia (Medo de cores): Aversão a cores específicas (ex: leucofobia - branco) ou a cores intensas, podendo causar pânico.
  • Nomofobia (Medo de ficar sem celular): Medo irracional de ficar sem bateria, sinal de internet ou perder o smartphone.
  • Ablutofobia (Medo de banho): Medo irracional de tomar banho ou lavar-se, mais comum em crianças, mas ocorre em adultos.
  • Pediofobia (Medo de bonecas): Pavor irracional de bonecas, podendo se estender a manequins.
  • Genufobia (Medo de joelhos): Medo, aversão ou pânico ao ver ou tocar em joelhos.
  • Fagofobia (Medo de engolir): Medo intenso de comer ou engolir, temendo sufocamento.
  • FONTE: Google.com










segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

5 hábitos para cuidar da saúde mental e melhorar a qualidade de vida

 Ansiedade, desânimo, alteração no humor, problemas de sono, preocupação excessiva. Esses são alguns sintomas que o corpo pode apresentar indicando que está na hora de dar atenção à saúde mental. Criado em 2014, pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, o Janeiro Branco é dedicado aos cuidados com a saúde mental e emocional, reforçando a importância da reflexão e conscientização sobre o tema. 

A campanha busca estimular a prevenção do adoecimento emocional não somente no mês de janeiro, mas durante o ano todo. Para contribuir com a data, o PUCRS Carreiras elencou 5 dicas para cuidar da saúde mental e melhorar a qualidade de vida.

1) Busque se desconectar  A pandemia potencializou o contato das pessoas com as telas e hoje parte da população já se vê saturada de interações online. Assim como o corpo, nossa mente também cansa. 

 Procure se desconectar desses aparelhos em alguns momentos do dia e use esse espaço para ler um livro, meditar, praticar um exercício físico, fazer uma caminhada ao ar livre ou alguma atividade que dê prazer. 

“Esse é um ótimo momento para se conectar com a natureza.  Ter um momento livre e um tempo para se desligar dos problemas e respirar é necessário”.

2) Cultive bons relacionamentos  

Tenha momentos do dia voltado para quem você gosta. Procure conversar com pessoas que fazem você se sentir bem. Mantenha vínculos saudáveis, pois o apoio familiar e dos amigos é fundamental para o bem-estar.  

3) Tenha momentos de lazer  

Busque fazer atividades que te tragam prazer, momentos de descontração e satisfação pessoal.

 Isso vai proporcionar alívio e leveza para as tensões do dia a dia, além de ajudar a experimentar sentimentos positivos e melhorar a qualidade de vida. 

4) Durma bem  

Uma boa noite de sono é essencial para a nossa saúde e bem-estar, já que o sono tem diversas funções importantes para o nosso organismo. 

Pratique a higiene do sono, como ter um horário para dormir e acordar e evitar o uso de telas pelo menos 30 minutos antes de dormir, para melhorar a qualidade do seu descanso à noite.  ]

5) Conte com a ajuda profissional   

Algumas pessoas ainda pensam que só precisam buscar um acompanhamento psicológico quando já estão com algum nível de sofrimento, mas não é bem assim.  

Também é possível prevenir o adoecimento mental com o processo de psicoterapia. É fundamental procurar ajuda profissional ao perceber sofrimento ou dificuldades em lidar com as emoções. 

Um atendimento psicológico pode ajudar a manter ou reequilibrar sua saúde mental.  

“Sempre que possível, também procure exercer a empatia e compaixão. 

FONTE:https://portal.pucrs.br/noticias/saude/janeiro-branco-habitos-para-cuidar-da-saude-mental/