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sexta-feira, 30 de junho de 2023

Conheça a Névoa Cerebral.

 


“Brain fog” ou “névoa cerebral” é um termo utilizado para descrever uma série de sintomas relatados por pessoas que tiveram covid-19. Sensação de lentidão, cansaço mental, dificuldade de se concentrar ou de aprender novas tarefas, alterações na memória, entre outros. Especula-se que as modificações ligadas ao desenvolvimento de transtornos mentais e ao brain fog sejam as mesmas, mas com uma diferença. 

“No caso do brain fog, essas alterações podem estar relacionadas a um agravo causado pela própria síndrome respiratória aguda, causando redução do suprimento de oxigênio às áreas específicas cerebrais relacionadas à cognição.

A jornalista Adriana de Oliveira, 48, é uma das milhares que identificou uma piora cognitiva após a infecção pelo Sars-Cov-2. Seus sintomas foram moderados, e ela chegou a duvidar do diagnóstico de covid-19 no início, uma vez que não apresentou tosse ou febre. Mas, quando perdeu o olfato e o paladar, teve certeza: precisava fazer um teste. O resultado infelizmente foi positivo. 

“Não conseguia andar da sala até a cozinha sem sentir um cansaço absurdo. Os calafrios vinham de repente, e sentia uma dor de cabeça fortíssima, que nunca havia tido na vida, que não passava nem com vários analgésicos. Fiquei de cama 12 dias”, relembra Adriana. 

Ao final da recuperação, ela notou que alguns sintomas não haviam ido embora. 

“O cansaço persiste até hoje, e tenho muitas crises de pânico, que antes eu não tinha. Virei uma pessoa esquecida, tenho muitos lapsos de memória que me deixam nervosa, pois esqueço desde coisas simples até acontecimentos importantes da minha vida”, desabafa.
FONTE:https://drauziovarella.uol.com.br/coronavirus/neurocovid-conheca-os-efeitos-psiquiatricos-e-cognitivos-da-covid-longa/

quinta-feira, 29 de junho de 2023

MÃES NEURODIVERGENTES: ELAS EXISTEM E PRECISAM DE ATENÇÃO!

 

                                                         Psicóloga Noely Correa

 No dia 27.06.2023, ás 20:00 ocorreu um bate papo entre as Psicólogas Ana Mira Praseres e Noely Correa sobre MÃES NEURODIVERGENTES: ELAS EXISTEM E PRECISAM DE ATENÇÃO. Esse tema foi pensado e organizado pela profissional Noely Correa baseada na sua própria experiência de maternidade neurodivergente. Durante a live a profissional Ana Mira mediou o diálogo com muita sabedoria e empatia, o que tornou um momento prazeroso e de conexão entre as partes.

 No curso da live Ana inicia com o pedido de apresentação da entrevista. Aonde se apresentou dizendo seu nome, estado civil, quantidade de filhos, escolaridade e filiação.

R. Noely Corrêa, 53 anos, 1ª filha de uma prole de 8 filhos. A primeira a graduar no ensino superior e que gosta de empreender.

 Ana: Conheço um pouco da sua história de vida, mas fale para nós quando começou sua experiência como cuidadora e mãe neurodivergente.

Noely: Minha experiência como cuidadora se inicia ainda na infância pois cuidava de meus irmãos para meus pais trabalharem e simultaneamente a isso já lidava mesmo sem saber dos sintomas de Esquizofrenia do meu pai. Tudo isso era difícil, mas entendia que tinha que ajudar minha mãe para que fosse possível ela trazer o sustento para casa. Após esse período já no início da minha adolescência comecei a namorar meu atual marido, o qual tornou-se meu esposo e companheiro há 39 anos tivemos cinco filhos e a nossa quinta (5ª) filha de uma prole de cinco nasceu com paralisia cerebral. A qual tem 29 anos e assim começou minha experiência como cuidadora.

Ana: Diante de tudo isso que você relatou, que dica você deixa para essa mãe que ainda está no processo de aceitação dessa nova experiência, que é ser contemplado com um filho especial?

Noely: Costumo dizer que o primeiro passo é dá tempo ao tempo devido tudo ser novo e desafiador gera medo, angustia, tristeza. A desregulação emocional é constante, mas os pais vão se fortalecendo e ganhando segurança e coragem para seguir. Até porque essa dor que atravessam os pais é transformada em amor. Outra dica é persistir com a estimulação das crianças esse processo é fundamental para que as crianças ganhem independência e diminua a lida diária dos responsáveis.

Ana: O diagnóstico costuma ser desafiador para todos os membros da família, principalmente para os mais próximos. Como você lida com essa experiência?

Noely: O diagnóstico é desafiador principalmente quando o médico confirma as impressões e resultados das pesquisas feitas pelos os profissionais da equipe multidisciplinar. Neste momento paira um silencio ensurdecedor e isso (dói) e leva tempo para os pais se acostumarem e sempre quem é mais forte para enfrentar a caminha sem fim é a mãe. Muitas mães são até abandonadas pelos seus companheiros por não aceitarem o diagnóstico de seus filhos. O que dificulta e torna – se mais complexo a realidade dessa mãe, a qual terá que lidar com as nuances que envolve o cuidado em todos os aspectos que vai desde o cuidado com a saúde, com as terapias, hospitalizações e assim por diante.

Ana: Diante tantos desafios enfrentados por você e outros pais que sabemos que vivem essa experiência. Quais sentimentos. Quais sentimentos limitam a pratica do autocuidado?

Noely: Os sentimentos limitantes são muitos como medo, insegurança, tristeza, angustia, culpa e assim por diante.

Ana: Noely já caminhamos para o fim da nossa live. Deixe aqui para nós como você conseguiu superar essas dificuldades?

Noely: Bem tudo começo através do conhecimento quando eu percebi que minha filha ia precisar de mim para o resto da vida, eu decidir a imergir nos estudos e busquei me focar nas áreas que viriam me trazer conhecimentos para me ajudar na lida diária com minha filha. Já que ela não teve condições de estudar, se locomover etc. Quando ela nasceu, eu estava terminando o ensino médio e simetricamente ao trabalho, estudo eu cuidava dela pois era difícil encontrar alguém que quisessem ficar com ela para que eu pudesse buscar meus ideais, apesar do pai me ajudar muito, ele não tinha muito tempo devido o serviço militar que exercia, mas entre serviços e folgas o pai me ajudava no que podia e até hoje é assim. Então nesse processo eu sempre contei com auxilio paterno e dos irmãos. E assim fui estudando. Após 09 anos depois de ter terminado ensino médio início a graduação de Pedagogia e desde então não parei de estudar. Me especializei em Educação Especial, Neuropsicopedagogia, Psicopedagogia e depois inicie a graduação de Psicologia, o processo de formação foi árdua, mas com muito esforço conseguir terminar e assim que terminei psicologia iniciei mais uma pôs graduação em Análise do Comportamento Aplicada – ABA, Terapia Cognitivo Comportamental e atualmente estou encerrando Neuropsicogia. Desde que me formei em Pedagogia trabalho com crianças neurodivergente nas salas do (AEE), trabalhei pouco tempo nas classes de ensino regular das antigas séries iniciais. Atualmente atuo como Psicóloga clínica Infantil nos seguintes nichos: autismo, dificuldade de aprendizagens e transtornos mentais. Assim me reinventei para me manter forte para continuar minha missão de ser mãe.

                                         Psicóloga Ana Maria Praseres
 

Ana: quando você decidiu cuidar mais um pouco de você?

Noely: Após passar por um processo de psicoterapia. Esse momento foi um divisor de águas na minha vida. A partir daí entendi que era possível tirar um tempinho para ir à academia, fazer aula de dança, atividade essa que gosto muito de praticar (dança de salão e zumba). E com essas estratégias fui diminuído o estresse, as dores musculares que sentia, dor no peito da angustia que sofria todos os dias, gastrite melhorou nunca mais tive crise, mas como tudo não são flores fiquei com a pressão alta, da qual faço controle.

Ana: Noely, quais eram seus robbs antes de casar e depois que se tornou mãe neurodivergente?

Noely: quando solteira eu gostava de ouvi música e dançar, ler romances e assistir o programa do Monteiro lobato (Sítio do Pica-Pau -  amarelo). Atualmente gosto de estudar, ler muito literaturas cientificas relacionadas a neurociência, dançar (dança de salão e zumba), apreciar a natureza, tomar banho de rio.

Ana: que mensagem você deixa para as mães que ainda estão no processo de negação do quadro clinico de seus filhos?

Noely: a saída é enfrentar e ir em busca de um diagnóstico para poder iniciar estimulação adequado, o mais cedo possível para que seja possível que essa criança se desenvolva suas    habilidades antes das poldas neurais (momento certo de aprendizagem).

Se tem pouco recuso busque atendimento nos órgãos públicos geralmente nessas instituições existem atendimento infantil destinados a um diagnóstico precoce (cedo). E que as famílias se unam para cuidar da criança que vai precisar de carinho, atenção, empatia constante e simultaneamente procure ficar a bem fazer algo por você.

FEEDBACKS IMPORTANTES:

Relato copiado na integra do WhatsApp de uma participante:

“A live foi muito boa, muitas pessoas não sabem como cuidar. E como você trouxe o assunto a partir de sua experiência ficou fácil de entender todo o processo da prática do autocuidado sem culpa.

(Izamara)

“Foi muito boa a sua live, é um assunto muito interessante, mas sugiro que você aborde como esses pais podem buscar ajuda de forma gratuita para ter acesso num diagnostico”.

(Josete)

“ Verdade, geralmente são as mães que levam as crianças as terapias”.

(Eloisa)

Quer saber mais sobre o assunto me siga lá no Instagram:psiconoelycorrea ou entre em contato (96)991680249.

Autora: Noely Correa Souza Pereira.


 

 

 

quarta-feira, 28 de junho de 2023

Entrevista com a Psicóloga Ana M.P.S dos Santos

 

                                        Psicóloga Ana Mira Praseres Serrão dos Santos

 Psicóloga clínica

Orientadora Parental

Especialista em Inteligência emocional

Pós - graduanda em Analista do Comportamento - ABA

Pós - graduanda em Neuropsicologia

Treinadora Comportamental

 

01.  Porque a escolha pelo curso de Psicologia?

A paixão por entender o comportamento humano e ajudar as pessoas a superar dificuldades foi o que me inspirou a seguir a profissão. Acredito que a psicologia é uma ciência que possui muitas ferramentas poderosas para melhorar a qualidade de vida das pessoas

0 2.  Como foi a sua experiência na Universidade de Psicologia?

Durante a graduação temos estágios supervisionados, passamos pela experiência de atender tipos de públicos: infantil, adolescente, adulto e idoso. Me recordo que eu acreditava não ter perfil para o publico infantil, atendi uma criança de 5 anos, durante um semestre, durante as aulas de supervisão, recebi apoio e orientação do meu supervisor, após esse período percebi a evolução do quadro clinico, no semestre seguinte continuou comigo tendo alta no final do segundo semestre de acompanhamento, meu supervisor disse você foi muito bem, o resultado obtido e o elogio que recebi me fizeram repensar. Estudo, dedicação e amor pelo que  fazemos faz a diferença.

0 3.  Como foram seus primeiros trabalhos relacionados à psicologia?

Eu me formei e a vontade de trabalhar era gigantesca, as primeiras atividades foi prestando serviço voluntário na igreja do bairro com grupo de idosos, no Ijoma, fui numa empresa falei com empresário ofereci para treinar a equipe de atendimento e venda. Assim, como também preparar os lideres dele, coloquei em pratica um projeto que tive contato quando  fui fazer uma formação em são Paulo, essa pessoa me falou que estava dando um treinamento para os colaboradores na empresa onde trabalhava, conversamos sobre tema, como ela estava organizando, me cedeu material, então formatei um treinamento para lideres, o projeto escola de lideres, chamei alguns amigos e juntos treinamos a equipe dessa empresa, fiz atendimento numa sala anexa ao salão de minha sobrinha, e assim fui criando meu espaço.   

0 4.  Conte-nos um pouco sobre suas áreas de Especializações.

·  Inteligência emocional- é a capacidade de reconhecer emoções em si mesmo,  expressar emoções de forma adequada, regular as emoções em si e utilizar as emoções para orientar pensamentos e comportamentos. Ser inteligente emocionalmente perpassa por desenvolver habilidades: Autoconsciência, Autogestão, Consciência social e habilidade social.

·     Neuropsicologia, oferece uma abordagem abrangente e integrada para lidar com transtornos neuropsicológicos. O tratamento não é apenas focado na cura, mas também no cuidado e no alivio dos efeitos dos transtornos a longo prazo, levando em consideração as necessidades individuais do paciente e adaptando o tratamento para atender a essas necessidades. O tratamento personalizado permite que o paciente alcance seus objetivos específicos. O uso de técnicas adequadas a necessidade do indivíduo, pode melhorar a qualidade de vida de pacientes com lesões cerebrais ou transtornos neuropsicológicos.

·    Analista do comportamento – ABA, A profissão de analista ABA, tem como objetivo ajuda indivíduos a alcançarem objetivos específicos, desenvolvendo habilidades e comportamentos positivos em crianças e adultos, é amplamente utilizado em salas e grupos de intervenções para desenvolver habilidades sociais e educacionais, pode ser adaptado para situações individualizada em consultório e atendimento em casa, para se chegar a sua aplicação é feito avaliação funcional que é composta por etapas: histórico comportamental, observação direta, coleta de dados e identificação de contigências.

0 5.  Você é orientadora parental, conte um pouco sobre isso.

A parentalidade positiva é um estilo de criação baseado em conexão, comunicação, respeito mútuo e necessidades das crianças. Seus fundamentos  incluem empatia, gentileza, consciência, disciplina positiva e consequências não punitivas, trazendo benefícios como relacionamento saudável, comportamento positivo e bem-estar dos pais. Para sua implementação algumas estratégias são necessárias como: Comunicação eficaz, Liderança positiva, Disciplina positiva e Cuidado pessoal

0 6. Entre tantas áreas na Psicologia, porque você escolheu a área de Inteligência Emocional?

     Trabalhei 22 anos numa empresa, passei pela experiência de desenvolver atividades em alguns setores administrativo, nos últimos seis trabalhei no setor de gestão com pessoas. Em 2020 com a pandemia, pesquisando encontrei a Escola de Parentalidade da Magda, formação dada em Portugal e que ela vinha e dava em são Paulo, por causa da pandemia seria dado de forma remota, eu abracei. Fiz a especialização. Hoje utilizo esse conhecimento na minha vida, pessoal e profissional. A inteligência emocional é mais do que regular as emoções, é também reconhece – lá. No trabalho a inteligência emocional tem relação relevante no que diz respeito  a Comunicação, Liderança, tomada de decisão, e no que tange  produtividade, eleva engajamento, aumenta performance, reduz estresse.

0 7. Quais as principais habilidades necessárias ao psicólogo?

·      Empatia – capacidade de compreender os sentimentos e as necessidades do paciente.

·      Comunicação – Habilidade de se comunicar de forma clara e objetiva

·    Análise crítica – capacidade de avaliar informações e tomar decisões com base nas evidências. 

 08.  Quais são os principais desafios da Profissão? 

estigma - ainda há muito preconceito em relação ás doenças mentais e ao trabalho do psicólogo. Muitas pessoas ainda acham que buscar ajuda de um profissional de saúde mental é um sinal de fraqueza

Esgotamento emocional – Os psicólogos lidam com problemas complexos e emocionalmente desgastantes todos os dias. É importante tomas medidas para prevenir o esgotamento emocional e proteger a saúde mental

0 9. O que faz um psicólogo?

Áreas clínicas – Atua no diagnostico e tratamento de doenças mentais e emocionais

Psicologia social – Estuda como pensamentos , sentimentos, e comportamentos são afetados pelo ambiente social em que vivemos

Psicologia do trabalho – Analisa como fatores psicológicos influenciam o desempenho ou o comportamento dos trabalhadores em diferentes contextos organizacionais.

10. Quais principais orientações para quem quer seguir a carreira?

·   Estude muito, a psicologia é uma ciência complexa e em constante evolução, por isso é fundamental estar sempre atualizado.

·  Adquira experiência, procure estágios e voluntariados que ofereçam oportunidades para vivenciar diferentes áreas de atuação.

·   Seja ético, a ética é um pilar fundamental da profissão. Respeita a privacidade do paciente e sempre mantenha os seus limites profissionais.