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domingo, 10 de novembro de 2013

Faltas no trabalho mascaram transtornos mentais, diz especialista

Maria Fernanda Ziegler -iG São Paulo |

Pesquisa baseada em atestados de funcionários de mais de 50 empresas brasileiras mostrou que doenças como lesões do esforço repetitivo (LER) em tendões, músculos, nervos e ligamentos e distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho (DORT) em pescoço, braços, punhos, foram os campeões de dispensas médicas no primeiro semestre de 2013. Os dados da pesquisa estão de acordo com os números do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), porém, especialista afirma que o ranking dos atestados médicos pode mascarar problemas ainda mais graves.
Thinkstock/Getty Images
Médico diz acreditar que doenças podem estar mascarando transtornos mentais
De acordo com o levantamento, depois das doenças por esforço repetitivo, vieram as doenças do aparelho respiratório; nos olhos e ouvido; traumatismo; doenças do aparelho digestivo e, em sexto lugar, doenças do sistema nervoso. A pesquisa analisou um universo de 320 mil pessoas que trabalham em 50 empresas brasileiras, nem todas as pessoas pesquisadas apresentaram atestados médicos. Os dados 
“No ranking ficaram para baixo os transtornos mentais e comportamentais e surgiram outras patologias, como as musculares e as do sistema respiratório. Acredito que estas patologias estão mascarando os transtornos mentais, como depressão, por exemplo”, disse ao iG   Bento Toledo, médico e sócio da GTS, empresa de soluções para gestão de saúde em corporações que fez a pesquisa.
Para Toledo, os distúrbios mentais e comportamentais não só facilitam a ocorrência de acidentes (traumatismo), como causam danos à imunidade das pessoas, facilitando o surgimento de outras doenças, como as respiratórias e infecciosas das vias aéreas superiores, que também aparecem no levantamento.
“Todas estas doenças que aparecem no ranking podem estar relacionadas com um fundo emocional. Digamos que em uma empresa todos usem o computador, mas a pessoa do seu lado se sente mais pressionada ou insatisfeita e então passa a apresentar LER, por exemplo”, disse.
O médico acredita também que outro motivo para que transtornos mentais e comportamentais não estejam no topo do ranking esteja no fato de a declaração em um atestado médico sobre transtorno mental possa gerar preconceito na vida profissional do trabalhador. “As pessoas têm dificuldade de reconhecer um transtorno de humor. Existe um forte preconceito”, disse.
FONTE: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-11-04/faltas-no-trabalho-mascaram-transtornos-mentais-diz-especialista.html

sábado, 9 de novembro de 2013

Autismo pode ser identificado nos primeiros meses de vida, diz estudo



Helen Briggs



Uma pesquisa conduzida por cientistas americanos sugere que o autismo, disfunção que afeta a capacidade de socialização do indivíduo, pode ser identificado em bebês com até dois meses de vida.Os estudiosos analisaram o olhar das crianças, do nascimento até os três anos, em direção aos rostos de outras pessoas .

Eles descobriram que as crianças posteriormente diagnosticadas com autismo mantinham, um contato visual reduzido – uma das marcas do transtorno – nos primeiros meses de vida.

A pesquisa, publicada na Nature, aumentou as esperanças de que o autismo seja tratado mais precocemente, afirmou um cientista britânico.

No estudo, pesquisadores liderados pela Escola de Medicina da Emory University em Atlanta, nos Estados Unidos, usaram uma tecnologia de rastreamento visual para medir a forma como os bebês olhavam e respondiam a estímulos sociais.

Eles concluíram que as crianças posteriormente diagnosticadas com autismo mostraram um declínio gradativo na capacidade de manter um contato visual constante com os olhos de outras pessoas a partir da idade de dois meses, quando começaram a assistir vídeos de interações humanas.

O coordenador da pesquisa, Warren Jones, disse à BBC News que foi a primeira vez que "foi possível detectar alguns sinais de autismo nos primeiros meses de vida".

"Estes são os primeiros sinais de autismo já observados".

Metodologia

O estudo acompanhou 59 crianças que tinham um alto risco de autismo por terem irmãos com a doença, e 51 crianças de baixo risco.


Teste comprovou declínio gradativo de contato visual em crianças autistas nos primeiros meses de vida

Jones e seu colega Ami Klin examinaram as crianças até completarem três anos, quando as crianças voltaram a ser formalmente avaliadas quanto à doença.

Treze das crianças (11 meninos e duas meninas) foram diagnosticadas com transtornos do espectro do autismo - uma série de distúrbios que inclui o autismo e síndrome de Asperger.

Os pesquisadores, então, voltaram a observar os dados de rastreamento ocular dos pacientes e fizeram uma descoberta surpreendente.

"Em crianças com autismo, o contato visual já está em declínio nos primeiros seis meses de vida", disse Jones.

Jones acrescentou, entretanto, que tal quadro só pode ser observado com tecnologia sofisticada e não seria visível para os pais.

Para Deborah Riby, do departamento de psicologia da Universidade de Durham, o estudo proporcionou uma análise sobre o tempo de atenção social, atípica em crianças que tendem a desenvolver autismo.

"Esses marcadores precoces são extremamente importantes para identificar brevemente os primeiros traços de autismo. Dessa forma, temos a capacidade de aprimorar o tratamento", disse Riby.


Entenda o autismo

O autismo e a Síndrome de Asperger fazem parte de uma série de transtornos conhecidos como desordens do espectro autista (DEA).

Elas surgem na infância e permanecem durante toda a idade adulta.

O transtorno é marcado por três características principais, incluindo a inabilidade para interagir socialmente, dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos e padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

Caroline Hattersley, diretora de informação, aconselhamento e apoio da National Autistic Society, baseada no Reino Unido, disse que a pesquisa foi "baseada em uma amostra muito pequena e precisa ser replicada em uma escala muito maior antes de podermos tirar quaisquer conclusões concretas".

"O autismo é um transtorno muito complexo", disse.

"Não há duas pessoas com autismo que são iguais, e por isso é necessária uma abordagem holística para o diagnóstico, que leve em conta todos os aspectos do comportamento de um indivíduo. Uma abordagem mais abrangente permite que todas as necessidades do pacientes sejam identificadas".

"É vital que todas as pessoas com autismo possam ter acesso a um diagnóstico, pois isso pode ser a chave para uma recuperação mais rápida", concluiu.

A pesquisa foi feita em parceria com o Marcus Autism Center e o Children's Healthcare of Atlanta.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/11/131107_autismo_deteccao_recem_nascido_lgb.shtml

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Hermann Rorschach: psiquiatra dos testes com tinta nasceu há 129 anos


Hermann Rorschach ficou famoso pelo trabalho com manchas de tinta aplicadas em método de auto-expressão: um conceito baseado em Freud

Hermann Rorschach (1884 - 1922) desenvolveu o famoso - e polêmico - teste psicológico Rorschach, hoje um teste projetivo de personalidade Foto: Wikimedia
Hermann Rorschach (1884 - 1922) desenvolveu o famoso - e polêmico - teste psicológico Rorschach, hoje um teste projetivo de personalidade
Foto: Wikimedia

Hermann Rorschach, psiquiatra nascido em 8 de novembro de 1884 em Zurique, na Suíça, permanece uma figura importante principalmente devido ao seu famoso teste: uma avaliação psicológica pictórica que utiliza manchas de tinta para compreender o significado psicológico de interpretações individuais. A técnica que ele desenvolveu, hoje denominada teste de Rorschach, tem sido aplicada com frequência por psiquiatras desde 1921 em vários países, porém é polêmico e ainda divide psicólogos.
Hermann Rorschach era chamado, na infância, de "Klecks", por conta de sua paixão pela klecksografia - a arte de transformar manchas de tinta em imagens reconhecíveis. Essa hobby da infância acabou moldando sua futura carreira como psiquiatra. Na época de sua formação, o mundo passava por uma fase se destaque para essa ciência, muito devido aos esforços de Sigmund Freud (criador da psicanálise), e tamanha fama levou o psiquiatra a reaplicar sua paixão pelos jogos com tintas da infância.

Exemplo do teste de Rorschach: enquanto alguns enxergam duas pessoas, outros veem um animal quadrúpede - em variações como cachorro, urso e até elefante Foto: Wikimedia
Exemplo do teste de Rorschach: enquanto alguns enxergam duas pessoas, outros veem um animal quadrúpede - em variações como cachorro, urso e até elefante
Foto: Wikimedia
Rorschach passou a se perguntar por que algumas pessoas tinham respostas completamente diferentes às mesmas pinturas com tinta, então ele começou a mostrar as manchas para crianças na tentativa de analisar as grandes variações de interpretação. Após anos conduzindo esses testes enquanto trabalhava como diretor-assistente de um hospital psiquiátrico suíço, Rorschach escreveu o livro Psychodiagnostik (Psicodiagnóstico), que descreve como os testes com manchas de tinta simétricas podem ser usados com eficácia na psicanálise.
O psiquiatra morreu menos de um ano após lançar esse trabalho, ainda marcante na ciência moderna, vítima de peritonite aguda causada por uma apendicite. Ele tinha 37 anos.

FONTE:  http://noticias.terra.com.br/ciencia/hermann-rorschach-psiquiatra-dos-testes-com-tinta-nasceu-ha-129-anos,8632b7353d632410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Oficializar maconha é abrir fábrica de esquizofrênicos, diz psiquiatra

O psiquiatra Valentim Gentil Filho foi o entrevistado do Roda Viva desta segunda-feira (4) 
O psiquiatra Valentim Gentil Filho
Se o Brasil seguir a tendência de outros países e oficializar a indústria da maconha, nós teremos "uma fábrica de esquizofrênicos". A opinião é do psiquiatra Valentim Gentil Filho, professor titular da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), convidado desta segunda-feira (4) do programa Roda Viva, apresentado ao vivo na TV Cultura e reproduzido pelo UOL.
Para o psiquiatra, considerado um dos mais influentes do país, a sociedade tem sido conivente e omissa em relação à droga, e os riscos provocados por ela não têm sido bem divulgados. Gentil Filho contou no programa que, segundo estudos bem fundamentados, a maconha aumenta em 310% o risco de esquizofrenia quando consumida uma vez por semana na adolescência. E trata-se de uma doença incurável: "O esquizofrênico pode ter uma vida praticamente normal, mas sempre há uma sequela".
O psiquiatra sugeriu que, assim como pais permitem que seus filhos consumam álcool em festas, a informação distorcida de que maconha não faz mal fará com que eles deixem os jovens fumarem em casa. E o problema é que, nos adolescentes, que estão em uma fase de "poda" natural do cérebro para a entrada na idade adulta, a droga é especialmente prejudicial. 
O professor também fez críticas à chamada luta antimanicomial, que fez o Brasil fechar milhares de leitos psiquiátricos sem proporcionar alternativas. Ele ressaltou que o atual modelo dos Caps (Centros de Atenção Psicossocial) não tem como substituir o atendimento ambulatorial e as internações psiquiátricas. Para Gentil Filho, não se trata de abandonar os pacientes em manicômios, mas garantir o tratamento em fase aguda. Ele reforçou que, atualmente, só um terço dos pacientes psiquiátricos diagnosticados recebe tratamento. 
Para o psiquiatra, tanto a luta antimanicomial quanto a vinda de cubanos (pelo programa Mais Médicos) fazem parte de uma visão mais ampla que a medicina, de uma mentalidade que persiste no Ministério da Saúde e tem raízes político-ideológicas. Na prática, segundo ele, o que acontece é que há um número absurdo de pessoas com transtornos graves nas ruas, rejeitadas por hospitais e por outras instituições. 
FONTE: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/11/05/legalizar-maconha-e-abrir-fabrica-de-esquizofrenicos-diz-psiquiatra.htm

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Diferença entre deslocamento e sublimação


Há uma série de aspectos de Freud que são controversos. O que não é polêmico é o fato de que ele mudou o campo da psicologia para o bem. Freud insistiu que id, ego e superego constituíram a base da consciência humana. Os impulsos primitivos do ser humano --- aqueles que tendem automaticamente para o prazer --- são representados pelo id. O ego utiliza mecanismos de defesa para alinhar os desejos do id com a realidade. O superego representa desenvolvido senso de uma pessoa de moralidade. O ego é o mais forte dessas construções mentais. Mecanismos de defesa
A interação do id, ego e superego muitas vezes resulta em grande ansiedade. Freud afirmava que os seres humanos buscam reduzir essa tensão, racionalizando as unidades produtoras de ansiedade. Todas essas unidades envolvem negação ou repressão de alguma forma, reduzindo, assim, os efeitos nocivos do pensamento ameaçador ou impulso. Embora Freud postulou a idéia do mecanismo de defesa, que era sua filha, Anna Freud, que desenvolveu a idéia em seu trabalho.
Deslocamento
Deslocamento ocorre quando alguém redireciona uma emoção particular em direção a um alvo menos ameaçador ou mais fácil. Alguém poderá transferir a raiva de uma pessoa para um animal de estimação, por exemplo, ou a agressão trabalhar para a agressão em casa. Desejo sexual eo medo pode ser deslocado também. Um desejo que é considerado inaceitável por essa pessoa vai ser ventilados de forma mais aceitável.
Sublimation
sublimação é quando uma pessoa aberturas impulsos inaceitáveis ​​em um forma que é mais socialmente aceitável. Uma pessoa pode canalizar uma unidade indesejável em algo produtivo. Por exemplo, uma pessoa com um impulso agressivo poderia se tornar um especialista em demolição de prédio ou atleta. Desejo sexual indesejada pode ser transformado em energia por trás de uma manobra de negócios apaixonado ou forma de expressão artística. Freud viu a sublimação como uma força motriz de um pouco de arte e literatura.
Deslocamento vs Sublimação
Ambos deslocamento e sublimação envolvem lidar com impulsos e sentimentos indesejados, concentrando-se longe o alvo pretendido. Satisfazendo esses impulsos de uma forma menos prejudicial para acalmar o ego e reduzir a ansiedade. No entanto, a sublimação significa que uma pessoa converte energias desagradáveis ​​em positivas ou útil. Deslocamento, muitas vezes é apenas a transferência de uma energia negativa para um novo alvo. Deslocamento pode ser considerado um mecanismo de defesa, geralmente inadequadas, enquanto que a sublimação é geralmente um saudável. 
FONTE: http://www.saude-dieta.info/pt/saude/201307/166281.html

domingo, 3 de novembro de 2013

Isso é só o fim - Camisa de Vênus



Se o chão abriu sob os seus pés
E a segurança sumiu da faixa
Se as peças estão todas soltas
E nada mais encaixa
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Algo que você, não identifica
Insiste a atormentar
Você implora por proteção
Não sabe como vai acabar
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Esse calor insuportável
Não abranda o frio da alma
A vida, já não é tão segura
E nada mais me acalma
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Sempre acordam os diabos
E a apressado, vai à lua
Mas mesmo à se acordar, do pesadelo
Continua
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Ôh, senhoras!
Isso é só o fim, isso é só o fim
Ôh, senhores!
Mas isso é só o fim, mas isso é só o fim

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Síndrome faz americano ficar bêbado ao comer doces

 
O americano Matthew Hogg, de 34 anos, sofre de uma síndrome rara de fermentação intestinal que faz com que ele fique bêbado ao consumir alimentos como carboidratos e doces. Esse processo de embriaguez sem ingestão de álcool ocorre porque há em seu intestino delgado um supercrescimento de leveduras, que acabam produzindo etanol.
Segundo os médicos, ainda se sabe muito pouco sobre essa doença, mas uma série de casos já tem sido citada na literatura. Por causa de sua condição, Matthew normalmente acorda de ressaca e sofre de exaustão constante, segundo o site do jornal britânico "Daily Mail". Além disso, ele tem "intoxicação crônica por álcool" e uma doença no fígado, resultantes da frequente fermentação intestinal.
Para evitar o problema, que levou mais de 20 anos para ser diagnosticado, o americano mantém uma dieta natural à base de carnes, peixes, ovos, legumes, nozes, água e chá de ervas. Esse hábito não elimina totalmente os sintomas do americano, mas alivia um pouco a situação – agravada por comidas como arroz, batata frita, sanduíches e refrigerantes. Matthew diz que, para ele, uma única porção de arroz equivale a três garrafas de vinho.
O americano também conta que, durante a adolescência, ele era teimoso e insistia em ir a festas e consumir álcool. Mesmo sem beber, porém, ele apresentava sintomas como tontura, náusea e agressividade com colegas de classe. Seus médicos chegaram a insistir para que ele procurasse um psiquiatra, por faltar demais à escola. Mas o paciente acabou buscando ajuda com especialistas em Londres e no México.
A família de Matthew gastou todas as economias que tinha, de cerca de R$ 177 mil, até que o jovem fez um exame de sangue que apontou níveis elevados de etanol e outros álcoois, indicando supercrescimento bacteriano no intestino delgado.
Apesar do diagnóstico já ter sido feito, o americano é incapaz de se manter em um emprego e seguir sua carreira de terapeuta nutricional. Ele acaba ficando em casa, onde mora com a namorada Mandy Taylor, mas não se mantém parado: resolveu criar um site para ajudar outras pessoas com a doença. Mandy segue a mesma dieta de Matthew, para acompanhá-lo e não deixá-lo passando vontade.
FONTE:  http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/10/sindrome-faz-americano-ficar-bebado-ao-comer-doces-e-carboidratos.html