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domingo, 5 de janeiro de 2014

Transtorno Obssessivo Compulsivo

Preocupar-se excessivamente com sujeira, lavar as mãos a todo o momento, evitar o  uso de banheiros públicos, revisar repetidas vezes a porta, o fogão ou o gás antes de sair de casa ou ao deitar, necessidade exagerada de arrumar as coisas, ter medo de passar perto de cemitérios, funerárias ou de usar certas cores de roupa com medo de que possa acontecer algo de muito ruim, ser atormentado por dúvidas intermináveis ou por pensamentos "horríveis" são alguns dos inúmeros sintomas do Transtorno Obsessivo-Compulsivo ou TOC. 
Conhecidas popularmente como "manias" essas manifestações atormentam milhares de pessoas em todo mundo.  Muitas vezes são leves e quase imperceptíveis, mas não raro, são extremamente graves, podendo incapacitar a pessoa para o trabalho e impedí-la de relacionar-se socialmente.  Em geral elas são acompanhadas de ansiedade, medo e culpa, causam muito sofrimento, tomam tempo da pessoa e interferem nas rotinas pessoais, na vida social e da família.
 Muitas vezes não são reconhecidas como sintomas de uma doença o que faz com que as pessoas afetadas não busquem tratamento ou demorem muito para fazê-lo.  No site você encontrará informações que poderão ajuda-lo a compreender melhor o TOC, reconhecer suas manifestações, conhecer suas possíveis causas e, sobretudo, os tratamentos que existem. 
Se for um profissional encontrará  ainda instrumentos, escalas, questionários e textos que poderão aprofundar seus conhecimentos sobre o transtorno e auxiliá-lo na abordagem dos pacientes na prática clínica. Poderá ainda conhecer algumas das pesquisas realizadas em nosso meio relacionadas com o TOC. Bom proveito!
Aristides Volpato Cordioli

FONTE: http://www.ufrgs.br/toc/

sábado, 4 de janeiro de 2014

Posts no Facebook podem identificar se usuário é psicopata, diz estudo!


Helton Simões Gomes Do G1, em São Paulo

A análise de palavras e frases de usuários do Facebook pode ser uma boa pista para identificar comportamentos psicopáticos e narcisistas, segundo um estudo de pesquisadores de Lund e de Gotemburgo, na Suécia.
Os estudiosos submeteram 304 norte-americanos a um teste duplo. Primeiro, utilizaram um algoritmo para fazer uma análise semântica de suas publicações na rede social para encontrar nelas traços característicos de comportamentos narcisistas, psicopatas, maquiavélicos, neuróticos ou extrovertidos.
Depois, aplicaram a eles testes usados em consultórios que constatam se há traços em suas personalidades que podem associá-los a um dos cinco comportamentos. Houve correlação entre os resultados de postagens e exames apenas para as duas primeiras personalidades.
"É plausível sugerir que o Facebook serve como uma plataforma para a competição social em que alguns usuários expressam seus traços mais obscuros", conclui o estudo "O Lado Obscuro do Facebook", publicado no fim de novembro e escrito pela dupla de pesquisadores Danilo García, do Instituto de Neurociência da Universidade de Gotemburgo, e Sverker Sikström, do Departamento de Psicologia da Universidade de Lund.
"Sobre o Facebook como uma ferramenta para prever comportamentos, nós já sabíamos que as narrativas da percepção de mundo das pessoas são um complemento à avaliação da personalidade humana", afirmou ao G1 o salvadorenho García, por e-mail.
O trunfo da rede social como instrumento de análise é o incentivo às ações espontâneas. "O Facebook permite que os usuários escrevam sobre eles mesmos diariamente. As pessoas fazem isso em seu próprio tempo sem participar de um estudo, então nós descobrimos no Facebook uma arena apropriada para fazer pesquisas psicológicas usando análises semânticas", completou García.
Segundo os pesquisadores, psicopatas e narcisistas geralmente obtêm sucesso em conseguir tirar vantagem das pessoas, ao mesmo tempo em que, os usuários do Facebook se sentem "motivados a usar a rede social para interagir com as pessoas, fofocar e monitorar membros dos grupos sociais de que fazem parte".
Apesar das conclusões do estudo, García afirma que os resultados ainda não podem ser usados para "para diagnosticar ou para qualquer caracterização". Os resultados precisam antes ser aplicados a outras pessoas. Por isso, no momento, os dois conduzem um esforço para replicar as conclusões.

FONTE: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2013/12/posts-no-facebook-podem-identificar-se-usuario-e-psicopata-diz-estudo.html

domingo, 29 de dezembro de 2013

O que é, o que é?

 

Gonzaguinha

Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita
Viver
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita
Viver
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita
E a vida
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!
E a vida
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão
Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo
Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor
Você diz que é luta e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita
Viver
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita

sábado, 28 de dezembro de 2013

Síndrome de Burnout

O termo Burnout tem origem na língua inglesa, a partir da união de dois termos: burn e out, que respectivamente significam queimar e fora. A união dos termos é melhor traduzida por algo como “ser consumido pelo fogo”. 
A partir da década de 80, autores como Maslach passaram a usar esse termo para designar a síndrome decorrente da exaustão emocional humana, ou seja, uma condição em que o sujeito tem suas energias consumidas. A Síndrome de Burnout, como é chamada, compreende uma condição de estresse ligado ao trabalho, cuja definição ainda não é um conceito fechado. 
Alguns autores afirmam que a denominação deve levar em conta a questão da exaustão emocional, outros autores afirmam que essa síndrome é uma resposta inadequada do sujeito diante de uma situação de estresse crônico. Entre as principais características da exaustão característica da síndrome de Burnout, está a falta de energia, a sensação de sobrecarga emocional constante e de esgotamento físico e mental.
Quais são os sintomas da Síndrome de Burnout?
A palavra síndrome designa um conjunto de sintomas, que podem ser físicos, psíquicos, de comportamento etc. No caso da Síndrome de Burnout, os sintomas mais expressivos são: crescimento da fadiga constante, distúrbios de sono, dores musculares, dores de cabeça e enxaquecas, problemas gastrointestinais, respiratórios, cardiovasculares. Em mulheres, as alterações no ciclo menstrual são um sintoma físico importante. Além desses, existem sintomas psicológicos como: dificuldade de concentração, lentificação ou alteração do pensamento, sentimentos negativos sobre o viver, trabalhar e ser, impaciência, irritabilidade, baixa autoestima, desconfiança, depressão, em alguns casos paranoia.
A partir desses sintomas, o sujeito acometido pela Síndrome de Burnout desenvolve comportamentos como: negligência ou perfeccionismo, agressividade nas relações cotidianas, perda da flexibilidade emocional e da capacidade de relaxar e planejar. Além disso, tende ao isolamento, à perda de interesse pelo trabalho e outras atividades.
Quais podem ser as causas?
As causas da Síndrome de Burnout compreendem um quadro multidimensional de fatores individuais e ambientais, que estão ligadas a uma percepção de desvalorização profissional. Isso significa dizer que não se pode reduzir a causa a fatores individuais como a personalidade ou algum tipo de propensão genética. O ambiente de trabalho e as condições de realização deste podem também determinar o adoecimento ou não do sujeito.
Alguns autores afirmam que a configuração do caso de Burnout passaria por estágios que vão desde uma necessidade de autoafirmação profissional, passando por estágios comuns de intensificação da dedicação ao trabalho que, levada a consequências extremas, resultaria no esgotamento característico da síndrome. 
Entre outros estágios, podemos destacar o caminho que passa pelo descaso crescente com relação às atividades de cuidado de si, como comer e dormir, acompanhado por um recalque de conflitos, caracterizado pelo não enfrentamento de situações que incomodam e pela negação dos problemas. Além desses, o sujeito passa por um processo de reinterpretação que faz com que coisas importantes sejam descartadas como inúteis.
Nesse quadro, já se pode falar em uma espécie de despersonalização, uma vez que o sujeito age de formas tão distintas que se torna “outra pessoa”, marcada por sinais de depressão, desesperança e exaustão, ou seja, uma espécie de colapso físico e mental que pode ser considerado quadro de emergência médica ou psicológica.
Quais são os tratamentos possíveis?
Como a grande maioria dos casos de adoecimento psicológico com consequências de somatização, o tratamento da Síndrome de Burnout deve compreender uma estratégia multidisciplinar: farmacológico, psicoterapêutico e médico. É sempre importante ressaltar a relevância de um diagnóstico realizado de maneira competente, para que não se cometam erros, como a confusão entre Burnout e Depressão, bastante comum nos estágios iniciais, pela similaridade de sintomas.
Com relação ao uso de medicamentos, o tratamento normalmente associa-se a antidepressivos e ansiolíticos. Este tratamento deve estar vinculado ao acompanhamento psicológico, que potencializa os efeitos do uso de medicamentos através da ressignificação e da retomada dos sentidos da história de vida do sujeito. Além desses, o acompanhamento médico e a alteração de hábitos são dimensões importantes. O encaminhamento para novas práticas cotidianas como exercícios físicos e de relaxamento é de extrema importância.

Juliana Spinelli Ferrari
Colaboradora Brasil Escola

FONTE:  http://www.brasilescola.com/psicologia/sindrome-burnout.htm

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Depressão de fim de ano

As festas de fim de ano não representam necessariamente apenas alegria, para muitas pessoas torna-se um período de muita angustia e muita ansiedade, pois é o momento quando estas pessoas sentem que tem a “obrigação” de serem felizes quando na realidade não consideram que tem motivos para isso. Inunda um sentimento de que se ela não estiver com a mesma alegria das outras pessoas então é sinal de que há algo muito errado com ela.
Muitas pessoas não entram no famoso “espírito natalino”, não sentem a mesma a alegria que percebem nas outras pessoas.
Este sentimento de falta de entrosamento com o que seria esperado é mais ou menos o mesmo sentimento que aparece em algumas pessoas na sexta feira à noite, “Vou pra casa sozinho quando tem tanta gente se divertindo, eu estou aqui sozinho!”.
O mesmo acontece com a época de natal, parece que existe um “complexo de período perfeito” onde se é obrigado a ser feliz. Mas qualquer obrigação oprime.
É por isso que no período de natal, ano novo, festas em geral é ao mesmo tempo um período que as pessoas esperam ansiosamente e ao mesmo tempo temem, sentem depressão, alguns passam por um verdadeiro terror fazendo contagem regressiva esperando a hora disso tudo acabar e poder voltar a rotina normal. Tudo devido à ansiedade e medo sobre o que vai acontecer, ou o que não vai acontecer, pois este é o ponto principal, a frustração de não acontecer nada, não receber amigos, não receber presentes, não se perceber importante pra ninguém.
Esta depressão de fim de ano pode ser canalizada de forma positiva e utilizada para que se reveja o que esta pessoa está fazendo de sua vida. Será que ela não passou o ano todo desperdiçando oportunidades para criar laços de amizade que valerão a pena ser comemorados no natal? Não será este o grande momento para aprender a lidar de forma diferente com a própria vida?
A psicoterapia é a grande oportunidade para fazer estas mudanças na vida.

natal 

 

 

 

 

 

 

 

Entrevista cedida pela psicóloga Marisa de Abreu para o Site Vila Mulher

TPN Tensão Pré-Natal

- O que é a TPN (tensão pré-natal)?

Psicóloga: São pensamentos antecipatórios quanto as exigências que a sociedade impõe sobre esta data.

- Muita gente começa a ver a decoração de Natal nas lojas e já entra no clima, só que ao mesmo tempo vê que o ano está acabando e não conseguiu resolver sua vida, seus projetos, pagar suas contas. Quais são os sentimentos que afloram nessas pessoas devido o período?

Psicóloga: Muita ansiedade, o que pode até ser boa ansiedade se usa-la para ação, ou seja, finalmente realizar aquilo que precisa mas empurrou com a barriga o ano todo. Mas esta mesma ansiedade pode ser muito ruim se paralisar a pessoa a ponto de se considerar uma total incapaz e alimentar pensamentos de auto boicote.

- O que a pessoa pode fazer para evitar que tais sentimentos surjam?

Psicóloga: Além dos sentimentos de “não realização” há também os sentimentos de saudades das pessoas com as quais ele conviveu em outros natais mas neste a pessoa não está mais por perto, seja por morte ou por termino de relacionamento. De toda forma os sentimentos de fracasso podem surgir de vários lados.
Para evitar estes sentimentos é necessário que cada um viva sua vida com total consciência do que está fazendo. Se está comprando roupas que a deixará endividada é claro que no final do ano, época típica onde as pessoas fazem os repesctivos balanços de suas vidas, esta divida aparecerá como um dedo apontando sobre seu nariz e acusando de incompetente.

- O sentimento de angustia por não ter conseguido cumprir todas as metas até o fim do ano pode ser mais frequente em mulher ou em homens?

Psicóloga: : O sentimento sim, mas o fato de não cumprir metas não é típico de mulher, e sim do ser humano. Mas as mulheres pensam mais e avaliam mais a própria vida, e assim se angustiam mais.

-  De que maneira as pessoas podem driblar ou controlar a tensão pré-natal?

Psicóloga: Planejando desde o inicio do ano para que não fique nada para trás.

-  Além dessa cobrança por não ter atingido as metas, quais são os outros fatores negativos ou preocupações que a  TPN pode trazer para a vida da pessoa?

Psicóloga: Todo resultado negativo que pode aparecer no “balanço do ano”, namoros que não engrenaram, amigos que partiram, conversas que não tiveram, reações que não aconteceram por falta de coragem, etc.

- O fato de muitas lojas anteciparem as decorações pode agravar a TPN?

Psicóloga: O natal foi feito para estimular as emoções, e é claro que o comercio lucra com estas emoções pois creio que 90% de cada compra é mais emocional do que representante de uma verdadeira necessidade. Sendo assim antecipar a decoração irá antecipar todas as emoções, boas e ruins, referentes ao Natal.

- Dicas para quem sofre com a TPN 

Psicóloga: Mude o olhar que você tem em relação a esta época, não  considere um momento para auto julgamento, mas um momento para se dar a oportunidade de colocar em pratica muito do que gostaria de fazer e não vem fazendo, ou seja, vá atrás do que te interessa, ligue para a pessoa que você quer tanto ter mais intimidade, dê um presente para aquele que te ajudou tanto e você não foi tão receptivo assim, se faça presente na vida das pessoas que realmente são boas para você.

FONTE: http://www.marisapsicologa.com.br/depressao-de-fim-de-ano.html