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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Confira as 10 profissões que mais atraem psicopatas

A revista The Week revelou uma pesquisa com as profissões que mais atraem os psicopatas. As pessoas com esse distúrbio de personalidade possuem emoções superficiais, estresse, falta de sensibilidade com o sentimento dos outros, irritabilidade, entre outras características.
De acordo com a revista, a maior quantidade de psicopatas  está entre os presidentes das grandes empresas. Em segundo lugar aparecem os advogados, seguidos pelos profissionais da mídia. Contudo, a revista destaca que trabalhar com profissionais dessas áreas não significa correr risco de vida. A justificativa para a ordem do ranking são que esses profissionais precisam tomar decisões objetivas, deixando os sentimentos de lado.

Confira as 10 profissões que mais atraem psicopatas, segundo a The Week:

Profissões
1 Presidente de empresas
2 Advogado
3 Profissional da mídia (TV/Rádio)
4 Vendedor
5 Cirurgião
6 Jornalista
7 Policial
8 Líder Religioso
9 Chef
10 Funcionário Público


FONTE: http://economia.terra.com.br/revista-lista-profissoes-com-maior-numero-de-psicopatas-confira,8462eaee9f742410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html?ecid=g_editors_pick&google_editors_picks=true

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Transtornos mentais afetam 700 milhões no mundo

Chris Bueno
Do UOL, em São Paulo 11/11/2013


Segunda causa mais comum de invalidez em todo o mundo, a depressão fica atrás apenas das dores nas costas, segundo um estudo recém-publicado na revista científica PLOS Medicine. A pesquisa comparou a depressão clínica, um dos transtornos mentais mais comuns, com outras 200 doenças e lesões apontadas como causas de invalidez. Segundo os autores, a doença deve ser tratada como uma prioridade de saúde pública global.
Falar sobre transtornos mentais ainda é um assunto muito delicado. Mas o fato é que eles são bem mais comuns do que se imagina. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), os transtornos mentais atingem cerca de 700 milhões de pessoas no mundo, representando 13% do total de todas as doenças. E apesar de doenças como esquizofrenia e psicose serem as primeiras lembradas ao se falar no assunto, elas não são as mais frequentes. No topo da lista estão a depressão e a ansiedade.
No Brasil, a capital paulista é a cidade com o índice mais alto de habitantes com transtornos mentais. Isso é o que aponta o projeto São Paulo Megacity: estudo realizado pelo IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das Clínicas de São Paulo com 5.037 residentes dos 39 municípios da região da Grande São Paulo, em 2012.
Depressão A depressão é caracterizada pela tristeza, baixa autoestima, pessimismo e desânimo. Segundo a OMS, a depressão atinge cerca de 350 milhões de pessoas pelo planeta, o que corresponde a 5% da população mundial. Só no Brasil, 10% da população sofrem com o problema. Já a ansiedade é caracterizada por excesso de pensamentos negativos, sensação de aflição, incapacidade de relaxar, tensão e preocupação exagerada. De acordo com a organização, a ansiedade atinge 10 milhões de pessoas.Apesar dos altos números, muitas pessoas consideram a depressão e a ansiedade mais um "estado emocional" do que uma doença. O que é um erro grave: não dando o devido valor a esses sintomas, pode-se adiar o diagnóstico da doença, agravar seu estado e até mesmo prejudicar seu tratamento. "É necessário entender que o transtorno mental é uma doença como qualquer outra, como diabetes, por exemplo. É necessário buscar tratamento para que os sintomas sejam controlados e, assim, a pessoa possa levar uma vida normal", afirma a psicóloga Ana Cristina Fraia, coordenadora terapêutica da Clínica Maia Prime.
Uma doença com tratamento Os transtornos mentais podem ser causados por vários fatores, entre eles a genética, a química cerebral (problemas hormonais ou uso de substâncias tóxicas que afetam o cérebro) e o estilo de vida são tidos como os principais. "Muita pessoas acreditam que os transtornos mentais não tem componente físico e, portanto seriam causados apenas por fatores externos, ambientais, sociais", aponta Pedro Katz, psiquiatra do Hospital Samaritano de São Paulo. Como qualquer doença, os transtornos mentais precisam de tratamento e acompanhamento especializado. Existem medicamentos eficazes para tratar depressão, esquizofrenia, transtorno obsessivo compulsivo e todas as outras doenças mentais. "Hoje, com um refinamento maior dos diagnósticos e com o avanço dos tratamentos, pode-se ajudar pessoas que possuem alterações mais sutis em relação a um sofrimento emocional, mas que, se diagnosticadas e tratadas, apresentam uma melhora importante na qualidade de vida", explica Marco Antônio Abud Torquato Junior, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (Ipq/HCFMUSP) e do Hospital Universitário da USP. Porém o tratamento não é fácil: ele exige comprometimento e adesão - em muitos casos para a vida toda. Isso porque a maioria dos transtornos mentais não tem cura. Muitos médicos os comparam às doenças como hipertensão ou diabetes, que também não têm cura, mas podem ser controladas a ponto do paciente viver bem. "Não tem cura, mas tem controle - desde que a pessoa busque e siga um tratamento adequado. Aí é possível atingir uma boa qualidade de vida", ressalta Fraia.

  Preconceito e desinformação O que não pode é ficar sem tratamento - o que acontece muitas vezes devido ao preconceito e a desinformação que cercam os transtornos mentais. E vencer isso é um verdadeiro desafio.  "Em geral, o maior desafio está no início do tratamento, em ajudar a própria pessoa e sua família a vencerem o preconceito e o estigma em relação a realizar um tratamento psiquiátrico", afirma Torquato. Parte desse preconceito existe justamente pela falta de informação. O assunto ainda é considerado tabu e dificilmente é discutido abertamente, mesmo na mídia.  Também não existem muitos materiais informativos ou campanhas para esse tipo de doença. E a informação é um aliado importantíssimo na hora de fazer um diagnóstico e buscar um tratamento, que pode fazer toda a diferença para a qualidade de vida e o bem-estar do paciente.  
"As pessoas ainda têm muita dificuldade e pouco acesso a informações que as auxilie a compreender que, embora estejamos falando de doenças que se manifestam com alterações emocionais, mudanças de humor, do comportamento e do pensamento, existe na maioria dos casos um comprometimento orgânico. E que é necessário um tratamento, que é efetivo na grande maioria dos casos", explica Katz.

FONTE:  http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/11/11/transtornos-mentais-afetam-cerca-de-700-mi-no-mundo-veja-mitos-e-verdades.htm

domingo, 10 de novembro de 2013


Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já me não dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Fernando Pessoa

Figuras histórias e suas patologias mentais.

Rei Carlos VI da França


O Rei Carlos VI era conhecido como Carlos, o Louco. Depois de uns doze anos de reinado, os primeiros sinais de sua insanidade começaram a aparecer.

Houve episódios onde ele não lembrava o próprio nome, nem da esposa, dos filhos ou sequer de que era rei da França. Durante cinco meses, se recusou a tomar banho ou trocar de roupa. Além disso, teve um tempo em que acreditava ser feito de vidro, então proibia que qualquer pessoa tocasse sua figura real e fazia uso de roupas reforçadas, para evitar que se quebrasse por acidente.

Ele reinou de 1380 a 1422.

Abraham Lincoln




Apesar de suas grandes conquistas, como colocar um fim na Guerra da Secessão, introduzir medidas que colocaram um fim à escravidão nos EUA, tinha o que ele próprio chamava de “tendência à melancolia”.

É normal ficar triste de vez em quando, acontece com todo mundo. No entanto, o que Lincoln vivia eram períodos de profunda e debilitante depressão. Alguns biógrafos especulam que não era raro ele contemplar a possibilidade de suicídio.

De acordo com um perfil feito pela Ability Magazine, ele chorava desesperadamente e utilizava-se de um senso de humor exagerado, além de uma espécie de fanatismo religioso e dedicação extrema ao trabalho para balancear sua melancolia.

Vincent Van Gogh



Van Gogh costumava ter ataques epiléticos causados por uma lesão cerebral oriunda do consumo excessivo de absinto. Sim, ele era alcoólatra. Seu famoso entusiasmo por arte e religião, combinado por seu ritmo acelerado de pintura, seguidos por períodos de profunda depressão reforçam a teoria de que ele talvez sofresse de distúrbio bipolar.

Ele também era um excelente escritor e deixou centenas de cartas. Alguns acreditam que ele sofria de hipergrafia, uma espécie de mania associada à epilepsia que é, basicamente, uma vontade incontrolável de escrever.


Edgar Allan Poe


Conhecido por seus contos de horror, foi um dos primeiros a tentar construir uma carreira apenas com seu ofício de escritor. Edgar Allan Poe era extremamente interessado em psicologia e usava o que aprendia sobre o assunto como substrato para suas obras.

Acontece que ele tinha um inimigo chamado Rufus Griswold, de quem o Poe gostava de falar mal, seja por escrito ou verbalmente. Então, após a morte de Poe, Griswold decidiu escrever um obituário venenoso sobre seu rival, contando a respeito de como as pessoas simplesmente deixavam passar a sua proeminente loucura.

Depois disso, as pessoas passaram a conjecturar que Edgar Allan Poe tinha distúrbio bipolar. O próprio Poe já havia escrito uma carta contando que já experimentava pensamentos suicidas. 

Howard Hughes



Howard Hughes foi aviador, engenheiro aeroespacial, produtor de filmes, diretor de cinema e bilionário nas horas vagas.

Metódico, organizado, disciplinado, tinha aversão a germes. Ou melhor: ele tinha uma fobia diagnosticada a germes. Um artigo publicado pela American Psychological Association sugere que sua fobia era tão severa que contribuiu para o vício em Codeína e Valium, além de levá-lo a ter uma vida de reclusão.

Sua vida foi marcada por períodos de estresse e isolamento. Quando adolescente, chegou a ficar paralisado por meses, por nenhuma razão aparente.

Mais tarde, começou a apresentar comportamentos obsessivo-compulsivos, em função da sua fobia. Todos os que se aproximavam dele tinham de usar luvas, sua comida era, obrigatoriamente servida protegida por lenços de papel, só conseguia dormir nu, com os pés protegidos por caixas de tecido, em zonas livres de germes devidamente inspecionadas por ele próprio.

Ludwig Van Beethoven



Gênio da música.

Acredita-se que tenha sofrido de transtorno bipolar. Dizem que apanhava de seu pai de maneira tão violenta que, talvez, isto tenha contribuído para sua perda auditiva.

Era intenso, cheio de vitalidade, carregado de ideias brilhantes, mas que subitamente entrava em ciclos de reclusão, depressão profunda, humor negro e crueldade.

Também foi viciado em álcool e e ópio, numa espécie de tentativa de controlar seus próprios ânimos.

Sir Isaac Newton



Físico, matemático, astrônomo, alquimista, filósofo e teólogo.

Nos seus estudos teológicos, Isaac Newton criou várias teorias para como o mundo poderia acabar, tentando extrair conhecimentos científicos da Bíblia. Segundo ele, estamos seguros até 2060.
Há relatos de que as pessoas da época também o odiavam bastante. Ele era conhecidamente psicótico, difícil de se conviver e dado a mudanças dramáticas e radicais de humor, sem motivos lá muito aparentes. Alguns autores dizem que ele talvez fosse bipolar. Talvez fosse esquizofrênico.
FONTE:  http://papodehomem.com.br/figuras-historicas-e-suas-doencas-mentais/

Faltas no trabalho mascaram transtornos mentais, diz especialista

Maria Fernanda Ziegler -iG São Paulo |

Pesquisa baseada em atestados de funcionários de mais de 50 empresas brasileiras mostrou que doenças como lesões do esforço repetitivo (LER) em tendões, músculos, nervos e ligamentos e distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho (DORT) em pescoço, braços, punhos, foram os campeões de dispensas médicas no primeiro semestre de 2013. Os dados da pesquisa estão de acordo com os números do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), porém, especialista afirma que o ranking dos atestados médicos pode mascarar problemas ainda mais graves.
Thinkstock/Getty Images
Médico diz acreditar que doenças podem estar mascarando transtornos mentais
De acordo com o levantamento, depois das doenças por esforço repetitivo, vieram as doenças do aparelho respiratório; nos olhos e ouvido; traumatismo; doenças do aparelho digestivo e, em sexto lugar, doenças do sistema nervoso. A pesquisa analisou um universo de 320 mil pessoas que trabalham em 50 empresas brasileiras, nem todas as pessoas pesquisadas apresentaram atestados médicos. Os dados 
“No ranking ficaram para baixo os transtornos mentais e comportamentais e surgiram outras patologias, como as musculares e as do sistema respiratório. Acredito que estas patologias estão mascarando os transtornos mentais, como depressão, por exemplo”, disse ao iG   Bento Toledo, médico e sócio da GTS, empresa de soluções para gestão de saúde em corporações que fez a pesquisa.
Para Toledo, os distúrbios mentais e comportamentais não só facilitam a ocorrência de acidentes (traumatismo), como causam danos à imunidade das pessoas, facilitando o surgimento de outras doenças, como as respiratórias e infecciosas das vias aéreas superiores, que também aparecem no levantamento.
“Todas estas doenças que aparecem no ranking podem estar relacionadas com um fundo emocional. Digamos que em uma empresa todos usem o computador, mas a pessoa do seu lado se sente mais pressionada ou insatisfeita e então passa a apresentar LER, por exemplo”, disse.
O médico acredita também que outro motivo para que transtornos mentais e comportamentais não estejam no topo do ranking esteja no fato de a declaração em um atestado médico sobre transtorno mental possa gerar preconceito na vida profissional do trabalhador. “As pessoas têm dificuldade de reconhecer um transtorno de humor. Existe um forte preconceito”, disse.
FONTE: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-11-04/faltas-no-trabalho-mascaram-transtornos-mentais-diz-especialista.html

sábado, 9 de novembro de 2013

Autismo pode ser identificado nos primeiros meses de vida, diz estudo



Helen Briggs



Uma pesquisa conduzida por cientistas americanos sugere que o autismo, disfunção que afeta a capacidade de socialização do indivíduo, pode ser identificado em bebês com até dois meses de vida.Os estudiosos analisaram o olhar das crianças, do nascimento até os três anos, em direção aos rostos de outras pessoas .

Eles descobriram que as crianças posteriormente diagnosticadas com autismo mantinham, um contato visual reduzido – uma das marcas do transtorno – nos primeiros meses de vida.

A pesquisa, publicada na Nature, aumentou as esperanças de que o autismo seja tratado mais precocemente, afirmou um cientista britânico.

No estudo, pesquisadores liderados pela Escola de Medicina da Emory University em Atlanta, nos Estados Unidos, usaram uma tecnologia de rastreamento visual para medir a forma como os bebês olhavam e respondiam a estímulos sociais.

Eles concluíram que as crianças posteriormente diagnosticadas com autismo mostraram um declínio gradativo na capacidade de manter um contato visual constante com os olhos de outras pessoas a partir da idade de dois meses, quando começaram a assistir vídeos de interações humanas.

O coordenador da pesquisa, Warren Jones, disse à BBC News que foi a primeira vez que "foi possível detectar alguns sinais de autismo nos primeiros meses de vida".

"Estes são os primeiros sinais de autismo já observados".

Metodologia

O estudo acompanhou 59 crianças que tinham um alto risco de autismo por terem irmãos com a doença, e 51 crianças de baixo risco.


Teste comprovou declínio gradativo de contato visual em crianças autistas nos primeiros meses de vida

Jones e seu colega Ami Klin examinaram as crianças até completarem três anos, quando as crianças voltaram a ser formalmente avaliadas quanto à doença.

Treze das crianças (11 meninos e duas meninas) foram diagnosticadas com transtornos do espectro do autismo - uma série de distúrbios que inclui o autismo e síndrome de Asperger.

Os pesquisadores, então, voltaram a observar os dados de rastreamento ocular dos pacientes e fizeram uma descoberta surpreendente.

"Em crianças com autismo, o contato visual já está em declínio nos primeiros seis meses de vida", disse Jones.

Jones acrescentou, entretanto, que tal quadro só pode ser observado com tecnologia sofisticada e não seria visível para os pais.

Para Deborah Riby, do departamento de psicologia da Universidade de Durham, o estudo proporcionou uma análise sobre o tempo de atenção social, atípica em crianças que tendem a desenvolver autismo.

"Esses marcadores precoces são extremamente importantes para identificar brevemente os primeiros traços de autismo. Dessa forma, temos a capacidade de aprimorar o tratamento", disse Riby.


Entenda o autismo

O autismo e a Síndrome de Asperger fazem parte de uma série de transtornos conhecidos como desordens do espectro autista (DEA).

Elas surgem na infância e permanecem durante toda a idade adulta.

O transtorno é marcado por três características principais, incluindo a inabilidade para interagir socialmente, dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos e padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

Caroline Hattersley, diretora de informação, aconselhamento e apoio da National Autistic Society, baseada no Reino Unido, disse que a pesquisa foi "baseada em uma amostra muito pequena e precisa ser replicada em uma escala muito maior antes de podermos tirar quaisquer conclusões concretas".

"O autismo é um transtorno muito complexo", disse.

"Não há duas pessoas com autismo que são iguais, e por isso é necessária uma abordagem holística para o diagnóstico, que leve em conta todos os aspectos do comportamento de um indivíduo. Uma abordagem mais abrangente permite que todas as necessidades do pacientes sejam identificadas".

"É vital que todas as pessoas com autismo possam ter acesso a um diagnóstico, pois isso pode ser a chave para uma recuperação mais rápida", concluiu.

A pesquisa foi feita em parceria com o Marcus Autism Center e o Children's Healthcare of Atlanta.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/11/131107_autismo_deteccao_recem_nascido_lgb.shtml

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Hermann Rorschach: psiquiatra dos testes com tinta nasceu há 129 anos


Hermann Rorschach ficou famoso pelo trabalho com manchas de tinta aplicadas em método de auto-expressão: um conceito baseado em Freud

Hermann Rorschach (1884 - 1922) desenvolveu o famoso - e polêmico - teste psicológico Rorschach, hoje um teste projetivo de personalidade Foto: Wikimedia
Hermann Rorschach (1884 - 1922) desenvolveu o famoso - e polêmico - teste psicológico Rorschach, hoje um teste projetivo de personalidade
Foto: Wikimedia

Hermann Rorschach, psiquiatra nascido em 8 de novembro de 1884 em Zurique, na Suíça, permanece uma figura importante principalmente devido ao seu famoso teste: uma avaliação psicológica pictórica que utiliza manchas de tinta para compreender o significado psicológico de interpretações individuais. A técnica que ele desenvolveu, hoje denominada teste de Rorschach, tem sido aplicada com frequência por psiquiatras desde 1921 em vários países, porém é polêmico e ainda divide psicólogos.
Hermann Rorschach era chamado, na infância, de "Klecks", por conta de sua paixão pela klecksografia - a arte de transformar manchas de tinta em imagens reconhecíveis. Essa hobby da infância acabou moldando sua futura carreira como psiquiatra. Na época de sua formação, o mundo passava por uma fase se destaque para essa ciência, muito devido aos esforços de Sigmund Freud (criador da psicanálise), e tamanha fama levou o psiquiatra a reaplicar sua paixão pelos jogos com tintas da infância.

Exemplo do teste de Rorschach: enquanto alguns enxergam duas pessoas, outros veem um animal quadrúpede - em variações como cachorro, urso e até elefante Foto: Wikimedia
Exemplo do teste de Rorschach: enquanto alguns enxergam duas pessoas, outros veem um animal quadrúpede - em variações como cachorro, urso e até elefante
Foto: Wikimedia
Rorschach passou a se perguntar por que algumas pessoas tinham respostas completamente diferentes às mesmas pinturas com tinta, então ele começou a mostrar as manchas para crianças na tentativa de analisar as grandes variações de interpretação. Após anos conduzindo esses testes enquanto trabalhava como diretor-assistente de um hospital psiquiátrico suíço, Rorschach escreveu o livro Psychodiagnostik (Psicodiagnóstico), que descreve como os testes com manchas de tinta simétricas podem ser usados com eficácia na psicanálise.
O psiquiatra morreu menos de um ano após lançar esse trabalho, ainda marcante na ciência moderna, vítima de peritonite aguda causada por uma apendicite. Ele tinha 37 anos.

FONTE:  http://noticias.terra.com.br/ciencia/hermann-rorschach-psiquiatra-dos-testes-com-tinta-nasceu-ha-129-anos,8632b7353d632410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html