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segunda-feira, 26 de junho de 2023

EU ODEIO A PALAVRA INCLUSÃO!

 Analía Llorente

Role, De Buenos Aires para a BBC News Mundo

Julia Risso fala com clareza e pausadamente.Ela diz que sempre se desvia do assunto durante as conversas e escolhe com cuidado cada uma de suas frases. E está convencida de que odeia a palavra "inclusão" – ela prefere "socializar".

Risso tem 28 anos de idade. Ela nasceu com uma má formação genética na coluna que a transformou em uma "pessoa baixinha", como ela diz, com ternura.

Ela mora em San Miguel del Monte, a cerca de 110 km da capital argentina, Buenos Aires. Lá, trabalha como professora de teatro.

A jovem se autodefine como "ativista disca" (de "discapacitada", ou "deficiente" em espanhol). Ela apresenta o podcast Les otres, está prestes a publicar um livro de ficção autobiográfico e, no mês de abril, apresentou uma palestra na 47ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires sobre como romper as barreiras sociais que aprofundam a desigualdade.

BBC News Mundo - Uma pessoa é deficiente ou tem deficiência?

Julia Risso - Antes, eu acreditava que era algo que se tinha, mas hoje acredito que se é. Hoje, sou uma pessoa deficiente. Embora haja algo de politicamente correto muito forte de que devemos falar "pessoa com deficiência".

Acho que sou uma pessoa incapacitada pela sociedade.

Não sou eu que tenho deficiência. Estão me incapacitando quando instalam um banheiro e eu não entro ou o vaso sanitário é alto para mim. Ou quando vou ao supermercado, a gôndola mede 1,80 metro e a erva-mate que eu gosto está em cima de tudo.

E a sociedade não está incapacitando somente a mim, mas também a uma pessoa mais alta que não consegue levantar seus braços ou outra que carrega uma criança e não pode alcançar alguma coisa.

BBC News Mundo - E qual você diria que é a diferença entre ter deficiência e ser deficiente?

Risso - A identidade. Quando alguém decide que é deficiente e percebe que isso irá acompanhá-lo por toda a vida, aquilo se torna uma característica, como tantas outras.

Sou uma mulher, sou branca e também sou deficiente.

De qualquer forma, acredito que o mais difícil é que a sociedade entenda que o problema, na verdade, são os outros, não somos nós.

Para falar de forma mais teórica, o modelo social da deficiência entende que a deficiência é uma construção social, não é um tema individual, não é um problema que exige que se cure uma pessoa.

O entorno é que precisa se adaptar para que essa pessoa possa viver com a maior autonomia possível.

BBC News Mundo - A deficiência gera medo na sociedade?

Risso - Gera perigo e medo. Acho que a primeira coisa que as pessoas pensam é que não sabem o que fazer.

Uma mulher de 42 anos me escreveu no Instagram para contar que estava tentando ter um filho ou uma filha e seu médico indicou que, se decidisse ter um bebê, ele poderia ter risco de nascer com deficiência. Ela se assustou muito.

E eu disse: "Que forma de assustar uma pessoa que decide ter um filho, que o medo seja que ele tenha deficiência!"

Quem tem risco de ter deficiência? Até certo ponto, todos nós temos risco. Talvez todos nós cheguemos a ser velhos e, quando isso acontecer, o corpo se deteriore.

Existem pessoas que, do nada, têm uma doença incapacitante e acabam usando cadeira de rodas. A vida tem uma porção de circunstâncias que fazem você ficar deficiente em algum momento.

Quem tem medo de ser deficiente não deve nascer, pois a condição humana é frágil.

Existe um medo de que discriminem esse filho ou filha. Penso no meu pai, que tinha pavor de que me tratassem mal, que me enganassem. Antes me aborrecia, mas agora entendo o que ele sentia.

Minha mãe precisou educar não só a mim, mas também ao meu pai e a todos os demais para que percebessem que estavam criando uma menina autônoma.

BBC News Mundo - Existem normas dentro da deficiência?

Risso - Sim, uma porção delas. Não sair de noite, não beber álcool. Muitas pessoas me olhavam espantadas. E me perguntavam: "Você não toma remédios?"

Em 2018, eu estava dançando com minhas amigas e nos divertíamos em uma festa gay friendly, que normalmente é algo mais aberto, quando veio um menino que me abraçou e me deu parabéns porque eu fui dançar naquele lugar. Fiquei estupefata, petrificada.

Ali, eu entendi que a mensagem era: "Parabenizo você porque, teoricamente, você não teria que estar aqui. Não há motivo para comemorar."

BBC News Mundo - O que acontece com o desejo da pessoa deficiente? Também existem normas?

Risso - Eu acho que, nos lugares de diversão, de entretenimento, onde você vai passar momentos agradáveis, sempre parece que estamos pedindo permissão.

A acessibilidade nos lugares de diversão não existe. Beber uma cerveja em um bar que tem aquelas banquetas muito altas... eu preciso de uma escada. Imagine uma pessoa que usa cadeira de rodas, ela usa a mesa de teto.

E, com relação ao desejo sexual, a norma é ser heterossexual.

BBC News Mundo - Uma pessoa deficiente pode exercer sua sexualidade?

Risso - Eu gosto de falar de desejo e sexualidade separadamente, porque a sexualidade não é entendida apenas como pessoas que querem fazer sexo com outras ou com elas próprias, mas como um conceito multidimensional.

Ela tem muitos aspectos, como a forma como nos exibimos, como nos vestimos e como decidimos nos mostrar.

Geralmente, surgem comentários de que não se espera que a pessoa tenha esse poder de escolher, de autonomia. E, como não temos tanta representação, não existem pessoas com deficiências como modelos de roupas, nós não nos vemos refletidos.

Eu não tenho problemas em dizer que a estética me interessa. Gosto de ir ao cabeleireiro, maquiar-me todos os dias, estar arrumada. E muitas pessoas interpretam que eu quero dissimular a deficiência. É como um mandamento.

Existem também pessoas com quem você decide ter um vínculo sexual e afetivo e que acreditam que estão fazendo um favor, como uma ideia de que estão fazendo boas ações por terem relações sexuais conosco.

Ou existe uma visão de que somos muito frágeis. Acho que é preciso expor um pouco essas pessoas ao ridículo.

No exercício da sexualidade, existem também coisas talvez mais banais, mas que surgem na nossa vida cotidiana. Como o que repete Florencia Santillán, outra ativista "disca": "Alguma vez você viu um motel com rampa?"

Isso também demarca onde as pessoas devem estar.

BBC News Mundo - Nós vivemos em uma sociedade inclusiva?

Risso - Odeio a palavra inclusão. Não gosto porque está na moda. O que faz esta palavra, na verdade, é perpetuar que fiquemos fora do sistema.

Se eu preciso incluir é porque alguém está de fora. E quem governa o sistema? Os que incluem, que são as pessoas capacitadas, brancas, heterossexuais, de classe alta e ocidentais. São eles que incluem os negros, homossexuais, travestis, pobres e deficientes.

Então, quem decide quem incluir? Os que estão sempre dentro e são sempre os mesmos.

E não se discute a normalidade, o fato de que existe um padrão e que tudo o mais está de fora. Eu já estou aqui, não quero que me incluam em lugar nenhum.

Eu quero que tudo mude.

BBC News Mundo - O que você quer que mude?

Risso - As classificações, a hierarquização das pessoas, o que as pessoas valem pelo que podem fazer, em todos os sentidos.

O mundo atual coloca a nós todos em algum lugar.

Os deficientes são colocados como mão de obra barata, como assistência, como um corpo medicalizado e como um corpo público, porque todos opinam sobre ele, o que pode fazer bem ou mal.

Eu caminho pela rua e me abençoam pela minha deficiência. E sempre faço a mesma brincadeira: com tantas bênçãos, já ganhei o céu, vou direto e sem escalas.

BBC News Mundo - Você acredita que existem mudanças?

Risso - Sim. Existem muito mais grupos onde somos compreendidos. Fala-se mais sobre capacitismo, que é a hierarquização de corpos e mentes sobre o que eles podem fazer, produzir, sentir ou controlar.

É preciso tomar medidas anticapacitistas, porque estamos submetidos a um sistema arraigado com base na divisão entre os que podem e os que não podem, os que têm e os que não têm.

Continuará havendo mudanças enquanto nós formos os protagonistas e não houver pessoas que queiram ser protagonistas ao nosso redor. Não é preciso tomar o lugar dos outros, como alguns fazem com a palavra "inclusão".

E também acredito que é preciso repensar os nossos privilégios. Eu também preciso repensá-los, porque tenho uma deficiência motora e posso tranquilamente oprimir uma pessoa cega, surda ou neurodivergente.

Mas os privilégios não são abandonados nem renegados, são compartilhados.

Se uma pessoa que não tem deficiência se aproxima de um grupo de pessoas com deficiência e oferece: "Em que posso servir de apoio? Posso fazer isto ou aquilo." Isto é socializar.

Socializar. Desta palavra, sim, eu gosto.

sexta-feira, 23 de junho de 2023

SAÚDE MENTAL X DOENÇA MENTAL



 O que é saúde mental?

A saúde mental inclui nosso bem-estar emocional, psicológico e social. Afeta como pensamos, sentimos e agimos. Também ajuda a determinar como lidamos com o estresse, nos relacionamos com os outros e fazemos escolhas saudáveis. A saúde mental é importante em todas as fases da vida, desde a infância e adolescência até a idade adulta.

Embora os termos sejam frequentemente usados ​​de forma intercambiável, saúde mental precária e doença mental não são a mesma coisa. Uma pessoa pode ter problemas de saúde mental e não ser diagnosticada com uma doença mental. Da mesma forma, uma pessoa com diagnóstico de doença mental pode experimentar períodos de bem-estar físico, mental e social.

 O que é doença mental?

As doenças mentais são condições que afetam o pensamento, sentimento, humor ou comportamento de uma pessoa, como depressão, ansiedade, transtorno bipolar ou esquizofrenia. Essas condições podem ser ocasionais ou de longa duração (crônicas) e afetar a capacidade de alguém de se relacionar com os outros e funcionar a cada dia.

 Por que a saúde mental é importante para a saúde geral?

A saúde mental e física são componentes igualmente importantes da saúde geral. As doenças mentais, especialmente a depressão, aumentam o risco de muitos tipos de problemas de saúde física, particularmente condições de longa duração como derrame, diabetes tipo 2 e doenças cardíacas. Da mesma forma, a presença de condições crônicas pode aumentar o risco de doença mental.

 Sua saúde mental pode mudar com o tempo?

Quando as demandas feitas a uma pessoa excedem seus recursos e habilidades de enfrentamento, sua saúde mental pode ser afetada

Sim, é importante lembrar que a saúde mental de uma pessoa pode mudar com o tempo, dependendo de muitos fatores. Quando as demandas feitas a uma pessoa excedem seus recursos e habilidades de enfrentamento, sua saúde mental pode ser afetada. Por exemplo, se alguém está trabalhando longas horas, cuidando de um parente doente ou passando por dificuldades econômicas, pode ter problemas de saúde mental.

 Quão comuns são as doenças mentais?

Os transtornos mentais representam hoje um dos principais desafios na agenda de saúde, tanto de países desenvolvidos como de países em desenvolvimento, constituindo um ônus importante para os serviços públicos.

Estima-se que 30% dos adultos em todo o mundo atendam aos critérios de diagnóstico para qualquer transtorno mental, e cerca de 80% daqueles que sofrem com transtornos mentais vivem em países de baixa e média renda.

Um estudo sobre a carga global de doenças mostrou que, mundialmente, os transtornos mentais respondem por 32,4% dos anos de vida vividos com incapacidade e, no Brasil, estimativas recentes mostraram que os transtornos depressivos e ansiosos respondem, respectivamente, pela quinta e sexta causas de anos de vida vividos com incapacidade.

Estudos conduzidos nas últimas décadas têm evidenciado que também entre crianças e adolescentes houve uma mudança nos padrões de adoecimento físico e psíquico, com um aumento considerável na prevalência de problemas emocionais e de conduta.

Um trabalho recente de base nacional e escolar mostrou que, no Brasil, 30% dos adolescentes apresentavam transtornos mentais comuns, caracterizados por sintomas de ansiedade, depressão e queixas somáticas inespecíficas, e um estudo de base populacional conduzido em São Paulo (São Paulo Megacity Mental Health Study) mostrou que a idade média de início de transtornos psiquiátricos é mais precoce para os transtornos de ansiedade (13 anos de idade) e transtornos do controle de impulsos (14 anos), quando comparados aos transtornos de abuso de substâncias (24 anos) e transtornos do humor (36 anos).

O que causa a doença mental?

Não existe uma causa única para a doença mental. Vários fatores podem contribuir para o risco de doença mental, como:

– Experiências adversas no início da vida, como trauma ou história de abuso (por exemplo, abuso infantil, agressão sexual, testemunhar violência, etc.)

– Experiências relacionadas a outras condições médicas contínuas (crônicas), como câncer ou diabetes.

– Fatores biológicos, como genes ou desequilíbrios químicos no cérebro

– Uso de álcool ou drogas recreativas

– Ter poucos amigos

– Sentindo solidão ou isolamento

FONTE: https://saudementalatibaia.com.br/blog/saude-mental-x-doenca-mental/

Por que ainda não é possível fazer um transplante de cérebro

 

 Jannette Rodríguez Pallares

  • Role, The Conversation*

 Em março de 1970, o renomado neurocirurgião americano Robert J. White (1926-2010) realizou uma operação insólita.

Em um hospital de Cleveland, nos Estados Unidos, White conseguiu, pela primeira vez, conectar a cabeça de um macaco ao corpo de outro.

A intervenção levou 18 horas. Quando o macaco acordou, ele conseguia ver, ouvir, cheirar e até morder.

Mas o sucesso durou pouco. O macaco morreu depois de alguns dias.

White prosseguiu com seu trabalho, realizando centenas de outros experimentos. E, até o fim dos seus dias, fantasiou com a repetição da sua façanha em seres humanos.

White não foi o único a tentar realizar o transplante de cérebro humano, mas certamente foi o mais conhecido.

É dele o mérito de ter desenvolvido diversos procedimentos cirúrgicos que continuam sendo utilizados até hoje para salvar vidas.

Problemas de conexão com a medula

Apesar dos incríveis avanços da ciência, ainda não conseguimos transplantar o cérebro.

O problema reside em uma questão não menos importante: ninguém conseguiu conectar o novo órgão à medula espinhal do corpo receptor.

De fato, nos experimentos de White, os macacos ficavam paralisados do pescoço para baixo.

Considerado por alguns o "objeto mais complexo do universo", o cérebro estabelece milhões de conexões que controlam todas as funções do nosso corpo.

E voltar a conectar todo esse emaranhado de ligações com a precisão necessária para recompor os circuitos ainda não está ao nosso alcance.

Além disso, se conseguirmos fazer o transplante, o que aconteceria com as nossas lembranças, nossas emoções e com tudo aquilo que já aprendemos?

É uma questão muito importante, já que todos nós concordamos que este órgão tem a chave de acesso à nossa identidade.

Neurônios de reposição

Como, atualmente, não é possível transplantar o cérebro completo com sucesso, talvez possamos controlar nossas expectativas e estudar sua assombrosa capacidade de remodelar-se.

O cérebro consegue adaptar-se modificando as conexões entre os seus neurônios – formando ligações novas e eliminando outras.

Esta capacidade é chamada de plasticidade. Ela explica por que conseguimos aprender a resolver uma equação matemática, recordar o nome de um bom vinho ou eliminar as lembranças que já não servem para nós.

E também nos permite, em certos casos, recuperar-nos de lesões cerebrais.

Mas será que os neurônios se regeneram?

A maioria das pessoas responderia que, com o tempo, vamos perdendo essas células nervosas e não conseguimos repô-las.

Nosso cérebro contém células-mãe que geram novos neurônios todos os dias.

Este processo se chama neurogênese e sua descoberta revolucionou a neurociência.

Infelizmente, esta capacidade persiste apenas em regiões muito específicas do cérebro adulto. Uma delas é o hipocampo, que participa do aprendizado e da memória.

Mas também existem boas notícias. A criação de novos neurônios pode ser estimulada.

O exercício físico e os alimentos ricos em antioxidantes, por exemplo, favorecem este processo de renovação. E também sabemos que a obesidade, o envelhecimento e as doenças neurodegenerativas o retardam.

Transplante de neurônios

E é aqui que podemos retomar o velho sonho do transplante com possibilidades de sucesso.

A ideia é simples: os neurônios morrem e nós os substituímos por outros. E talvez você se surpreenda ao saber que já o fazemos há décadas.

Esta intervenção revelou-se um possível tratamento para diversas doenças neurológicas, mas vou falar sobre aquela que conheço melhor: a doença de Parkinson.

Esta doença é caracterizada pela morte dos neurônios que produzem dopamina.

Sua ausência gera um caos nos circuitos cerebrais, o que causa uma série de problemas, principalmente motores.

Para tentar reparar estes danos, foram realizados transplantes de neurônios que produzem esse importante neurotransmissor. E os resultados foram excelentes em animais de laboratórios e em uma série de pacientes, que observaram a melhora dos seus sintomas.

Porém é preciso ter milhares dessas células para repor todas as que foram perdidas em um único paciente. E, se pensarmos no número de pessoas afetadas, serão necessários milhões de neurônios.

Neste sentido, as células-mãe oferecem, sem dúvida, grandes oportunidades.

Precisaremos também conseguir com que os neurônios sobrevivam após o implante e, como se não fosse pouco, que se conectem corretamente com as células vizinhas. É impossível ficar entediado com tanta coisa por fazer.

Quando chegarmos a este ponto, a capacidade de regeneração cerebral pode não ter ainda cumprido com as expectativas.

*Jannette Rodríguez Pallares é professora titular de anatomia e embriologia humana da Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha.

Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado sob licença Creative Commons. Leia aqui a versão original em espanhol.

FONTE: https://www.bbc.com/portuguese/articles/clj125y4k37o

Soneca faz bem, segundo à ciência

 

James Gallagher

  • Role, Repórter de Saúde da BBC

Encontrar um tempo para uma soneca todos os dias é bom para o nosso cérebro e ajuda a mantê-lo maior por mais tempo, dizem pesquisadores da Universidade College London, no Reino Unido.

A equipe mostrou que os cérebros dos indivíduos que cochilam regularmente é 15 centímetros cúbicos maiores — o que é equivalente a retardar o envelhecimento entre três e seis anos.

No entanto, os cientistas recomendam manter o tempo de soneca em menos de meia hora por dia.

"Estamos sugerindo que todos poderiam experimentar algum benefício com a soneca", diz a psicóloga Victoria Garfield. Ela descreveu as descobertas como "bem novas e emocionantes".

O ato de cochilar é algo fundamental para o desenvolvimento quando somos bebês, mas torna-se menos comum à medida que envelhecemos — e ressurge com força após a aposentadoria. Cerca de um quarto das pessoas com mais de 65 anos relatam tirar uma soneca durante o dia.

O cérebro encolhe naturalmente com a idade. Agora, os cientistas querem entender se os cochilos podem ajudar a prevenir doenças como o Alzheimer. Esse é um assunto que ainda carece de mais pesquisas.

A saúde geral do cérebro é importante para nos proteger contra a demência. Essa condição, marcada por falhas de memória e raciocínio, está ligada a perturbações no sono.

Os pesquisadores sugerem que a baixa qualidade do descanso noturno danifica o cérebro ao longo do tempo, causando inflamação e afetando as conexões entre as células nervosas.

“Assim, cochilar regularmente pode proteger contra a neurodegeneração e compensar o sono deficiente”, avalia a pesquisadora Valentina Paz.

As sonecas podem melhorar a saúde, mas o inverso também é verdadeiro — ou seja, não cuidar da saúde pode deixar um indivíduo tão cansado que ele precisa descansar por mais tempo.

A equipe pegou dados de 35 mil pessoas de 40 a 69 anos, que participaram do projeto UK Biobank e simplesmente comparou a genética dos "cochiladores" e dos "despertos".

Os resultados, publicados na revista Sleep Health, mostraram uma diferença de 15 centímetros cúbicos no tamanho do cérebro entre os grupos — o que equivale a uma variação de 2,6 a 6,5 anos de envelhecimento. O volume total médio da massa cinzenta foi de cerca de 1,4 mil centímetros cúbicos no estudo.

O estudo traz descobertas "interessantes" ao mostrar um "aumento pequeno, mas significativo, no volume do cérebro" e "acrescenta dados que indicam a importância do sono para a saúde do cérebro".

Os pesquisadores reforçam que o trabalho não avaliou as implicações de um período longo de sono no meio do dia - mas focou em sessões mais curtas, de 30 minutos.

FONTE: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c29zzzy06j6o

quarta-feira, 21 de junho de 2023

RESULTADO DE UMA TARDE MÁGICA DE CONHECIMENTO SOBRE O AUTOCUIDADO DO CUIDADOR.

 

 Psicóloga Noely Correa e a Coordenadora de Cuidado de Idosos Laiza Ferreira de Alcântara

No dia 16.6.2023, aconteceu a ação no Centro de Ensino Profissional Graziela Reis de Souza e na oportunidade ocorreu a palestra ministrada pela Psicóloga Noely Correa Souza Pereira, com apoio de Edeilson da Silva Ramos. O tema apresentado para um grupo de 100 participantes foi: “Cuidando do Cuidador: Aspectos Psicológicos para manter o equilíbrio emocional". 

Na equipe de escuta Psicológica contamos com a participação das psicólogas Kissia Tamires, Diomar Santos e Ana Praseres.

A experiência foi incrível e oportuna para discutir com o grupo pontos importantes do autocuidado. Como atentar-se para a própria saúde mental é o primeiro passo antes de se responsabilizar pelo outro, condições e dimensões do cuidar, dimensões emocionais, dimensões relacionais. Também trabalhamos o viés profissional da saúde (é aquele que cuida e merece ser cuidado) etc.

Durante a palestra os presentes participaram com afinco de todos os pontos discutidos e deram exemplos de vida e profissionais o que enriqueceu significativamente o momento. E para finalizar a Psicóloga Ana Mira Praseres mediou um momento de relaxamento dando oportunidade de os participantes refletirem sobre seu futuro. Esses momentos de troca enriquecem bastante a aprendizagem de todos que estão nesse processo. 


 Dessa experiência resultou na construção de um grupo de WhatsApp dos futuros Cuidadores de Idosos, que no momento oportuno participaram de eventos referente a temáticas voltadas para a categoria, ou seja, serão profissionais que trarão em seus currículos uma formação diferenciada. As formações serão trabalhadas pela Psicóloga Noely Corrêa e parceiros.


 

 

Ação social no Centro Graziela - Psicóloga Ana Mira Praseres.

Psicóloga Ana Mira Praseres

 Na sexta feira dia 16 de junho,  no Centro de Ensino Profissional Graziela Reis de Souza, a clínica Sistêmica Instituto da Mente através de seus profissionais Noely Correa, Ana Mira Praseres e Edeilson Ramos, participou com Escuta Ativa e palestra ministrada pela Psicóloga Noely Corrêa com o objetivo de promover ações para a preservação da qualidade de vida dos cuidadores, a importância de olhar para o este profissional que desempenha um papel fundamental no contexto da saúde do idoso,  e que esse profissional precisa estar bem emocionalmente para execução das tarefa que lhes compete.

Seu principal objetivo é fornecer assistência física, emocional,  social, e ajudar o idoso a realizar atividades diárias requer do cuidador esforço físico  e emocional precisa de orientação e suporte dos profissionais da saúde para o idoso e para ele próprio, orientação para a atenção com sua saúde mental, onde ele é convidado a desenvolver habilidades de autoconhecimento, autorregulação emocional, autocontrole e sensibilidade social para manter o seu próprio bem estar. 

 É de suma importância a ampliação de ações que tenham o cuidador como sujeito principal, para que essa atividade seja reconhecida e investida em práticas adequadas, trazendo benefícios para quem cuida e quem é cuidado. O Centro de Ensino Profissional Graziela Reis de Souza, além de formar traz consigo a responsabilidade de contribuir com palestras e outras ações para ajudar estes profissionais à estarem bem.

 

segunda-feira, 19 de junho de 2023

Ação social no Centro Graziela Reis de Souza. Palestra: Cuidando do Cuidador.


 Foi realizado no dia 16 de junho de 2023 no Centro Graziela Reis de Souza, uma ação social envolvendo o corpo discente e docente da Instituição. Na oportunidade houve a palestra: Cuidando do Cuidador, no aspecto psicológico, com a participação das Psicólogas Noely Corrêa e Ana Praseres. Na Esculta Psicológica estiveram presentes o Psicólogo Edeilson da Silva Ramos, Kissia Tamiris da Silva e Diomar dos Santos Barros.