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domingo, 9 de dezembro de 2018

Como um exercício mental diário de 10 minutos pode ajudar a te deixar mais feliz

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Eleições 2018: como se proteger da tristeza, da raiva e do medo?

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O que são os ansiolíticos?

Os ansiolíticos são remédios utilizados para o tratamento de ansiedade. Têm o objetivo de reduzir a ansiedade e a tensão de pessoas que sofrem com algum tipo de transtorno ansioso.
Atuam no organismo do paciente afetando diretamente as áreas do cérebro responsáveis por controlar a ansiedade e o estado de alerta. Seu efeito provoca uma sensação de relaxamento.
São chamados, também, de tranquilizantes e calmantes. Em alguns casos, são recomendados para o tratamento de insônia, devido à sonolência que podem provocar.
Os principais ansiolíticos utilizados são os benzodiazepínicos, que agem diretamente nos neurotransmissores responsáveis por proporcionar o efeito sedativo e tranquilizante das atividades do sistema nervoso central (SNC).
Essa droga foi descoberta na década de 50, mas foi somente nos anos subsequentes que o seu uso cresceu. Podemos dizer que na década atual houve um crescimento preocupante.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país líder em casos de Transtorno de Ansiedade, no qual 9,3% da população sofre com esta doença. Ainda sobre doenças que afetam a saúde mental, a depressão afeta 5,3% dos brasileiros.
 Fonte: https://minutosaudavel.com.br/ansioliticos/

domingo, 24 de junho de 2018

Transexualidade sai da categoria de transtornos mentais da OMS

RIO- A Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a transexualidade da categoria de "distúrbios mentais" na Classificação Internacional de Doenças (CID). A atualização é um marco e acontece mais de 40 anos depois de a homossexualidade também ser retirada da lista, na década de 1990. Essa é a primeira grande revisão da CID em quase três décadas.
A transexualidade, no entanto, não saiu totalmente da CID-11, ela foi movida para a categoria "condição relativa à saúde sexual". A OMS admite que mantê-la na Classificação Internacional de Doenças pode reforçar estigmas, mas diz que a medida ainda é necessária.
"O raciocínio é que, embora as evidências agora estejam claras de que não se trata de um transtorno mental, e de fato classificá-lo pode causar enorme estigma para as pessoas transgênero, ainda há necessidades significativas de cuidados de saúde que podem ser melhor atendidas se a condição for codificada na CID", diz a OMS.
A CID é uma ferramenta que padroniza a identificação e o monitoramento de problemas de saúde em todo o mundo. A partir de sua criação, foi possível estabelecer um padrão no diagnóstico de doenças em todo o mundo a partir de um código estabelecido a cada doença.
A atualização da lista da CID, de acordo com a organização, reflete avanços na medicina e na ciência. Segundo a OMS, as revisões são feitas quando a "evidência médica não apoia as suposições culturais". Foi o que aconteceu com a "homossexualidade", classificada na CID em 1948, e acontece agora com a transexualidade.
A decisão foi celebrada pelo movimento LGBT. A militar Bruna Benevides, afastada de seu cargo na Marinha sob justificativa de ser incapaz devido a um quadro de "transexualismo", comemorou a medida e afirmou que a mudança na classificação é um passo importante para garantir os direitos da população trans.

— É uma decisão importantíssima, porque nos dá autonomia de sermos quem somos. Espero que cada vez mais as pessoas entendam que não há nada de errado em ser transexual, e é apenas mais uma possibilidade de ser e existir, e é legítima. Espero que as pessoas trans possam conquistar cada vez mais os espaços que continuam lhes sendo negado — afirma.
A revisão da CID incluiu ainda o vício em videogames como "transtornos relacionados ao uso de substâncias ou comportamentos viciantes", ao lado de drogas como a cocaína.
—A pessoa joga tanto que outros interesses e atividades são ignorados, incluindo dormir e comer — argumenta Shekhar Saxena, diretor do departamento de saúde mental e abuso de substâncias da OMS.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Como o celular pode afetar a sua saúde mental


Quantas vezes você pega o celular para checar mensagens por dia?
Aplicativos de mensagens instantâneas se disseminaram rapidamente no Brasil e no mundo, em nome da velocidade, custos mais baixos e praticidade na comunicação - mas o outro lado da moeda na crescente dependência social desses apps é a ansiedade produzida pela sensação de estar ligado, e em dívida, o tempo todo, alertam especialistas.
"O que está acontecendo basicamente é que as pessoas ficam de plantão o dia inteiro, e claro que isso é maléfico. Elas não descansam, não têm um momento de parar. Isso gera estresse, que pode desencadear quadros como depressão e ansiedade", adverte o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente eleito da Associação Psiquiátrica da América Latina (Apal).
Segundo um estudo feito pelo Datafolha em 2017, o WhatsApp é o aplicativo de mensagem preferido por 89% dos brasileiros. A empresa, que pertence ao Facebook, tem 120 milhões de usuários no Brasil.

Vício portátil

A possibilidade de ter conversas em tempo real pela internet já era conhecida de frequentadores de grupos de chat, usuários do MSN Messenger, ou viciados em Blackberry nos idos dos anos 2000.
"O MSN funcionava no computador, então você tinha que estar parado em um lugar. Se você fosse um viciado em tecnologia, ficava em casa preso no computador. Com o smartphone não, você passa a carregar esse vício para onde você vai. Fica logado 24 horas", diz a psicóloga Andréa Jotta, do Laboratório de Estudos de Psicologia e Tecnologias da Informação e Comunicação (Janus) da PUC-SP. 
Uma "conversa" pressupõe uma resposta imediata, "pá-pum". E os comunicadores instantâneos de fato permitem que as interações se sucedam quase como se os interlocutores estivessem face a face. Permitem até saber se uma resposta está em construção, com as reticências que aparecem quando outra pessoa está escrevendo, ou já foi lida, com as setinhas azuis que acendem no indicador de leitura.
O problema é que os comunicadores são "instantâneos" para quem os manda, mas não necessariamente para quem os recebe, diz Jotta.
"As pessoas não estão disponíveis para você 100% do tempo. Mesmo que o aplicativo indique que esteja online, não necessariamente ela pode responder. E não dá para achar que aquela 'não resposta' é direcionada a você."
Mas é justamente o que acontece muitas vezes, com relatos de reações de insegurança, ciúme, ansiedade, "porque alguém leu a mensagem mas demorou para responder" - o que, dependendo da relação, pode gerar uma interpretação excessiva de lacunas de silêncio; ou da hesitação ao escrever e reescrever uma resposta, como se fossem gestos a se atribuírem significados.
Tanto a expectativa de que o interlocutor responda instantaneamente quanto a vontade de responder rapidamente a todas as mensagens que chegam alimentam a ansiedade, diz Jotta - ainda mais quando avisos sonoros estão ativos e o celular fica apitando, pedindo atenção.
Quem é ansioso para responder rapidamente fica com aquele pensamento ocupando a mente até conseguir. E quem é desorganizado e dado ao acúmulo de tarefas se sente ainda mais sobrecarregado. "Ficam na demanda constante, eu tenho que dar conta, eu tenho que dar conta", diz a psicóloga.

Uso consciente

Grupo multidisciplinar criado para pesquisar a dependência da tecnologia, o Instituto Delete atende pessoas que sofrem do uso abusivo de tecnologias como redes sociais, telefones celulares e aplicativos de mensagens, recebendo pacientes todas as sextas-feiras, no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na Praia Vermelha, em Botafogo.
De acordo com o coordenador do Instituto, Eduardo Guedes, o uso abusivo de aplicativos de mensagens é bastante comum, mas os casos mais preocupantes são os que configuram uma dependência, e estão associados a transtornos relacionados, como ansiedade, depressão, pânico ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
"A tecnologia surgiu para encurtar distâncias, otimizar o tempo e nutrir relações humanas. O perigo é quando você começa a substituir a vida real em prol das sensações de prazer geradas pela tecnologia", diz. "A gente estimula o uso consciente, para colocar a tecnologia no lugar e no propósito que ela deve ter."
As queixas são variadas, diz Guedes. Há pessoas que relatam desconforto com grupos de família, dizendo que têm vontade de sair deles, mas não conseguem e, ao mesmo tempo, não sabem como se comportar ali; casos de TOC em que usuários ficam checando compulsivamente se outra pessoa está online; e de pessoas que relatam depender do app para sentirem acompanhadas, e por isso mandam mensagens mesmo quando estão dirigindo, apesar do grande risco que isso acarreta.
Entre as técnicas básicas para o uso comedido e consciente dos comunicadores, Guedes recomenda silenciar notificações de mensagens, parar de usar os aplicativos duas horas antes de ir dormir e, se possível, desabilitar os avisos de recebimento e de leitura - "porque tem gente que não sabe lidar com isso."

Sem limites entre lazer e trabalho

A dependência que os brasileiros têm do WhatsApp no dia a dia ficou evidente nos episódios em que o aplicativo foi temporariamente bloqueado pela Justiça, levando a revolta entre usuários e expondo o quanto o aplicativo é usado tanto para comunicações corriqueiras do dia a dia quanto no trabalho e em serviços, como parte do ganha-pão de muitos brasileiros.
Mas a mistura de trabalho e lazer e a falta de limite de horários para uso colaboram que gerar um estado de atenção e de prontidão constantes, diz Carlos Affonso Souza, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) e professor de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
"Você confunde esferas da sua vida que costumavam ser separadas. Antes, você falava com seus colegas no horário de trabalho, e com amigos e família nas horas de lazer. Os aplicativos de mensagem misturam tudo e tornam o momento de atenção perene", considera.
Se uma mensagem de trabalho chega às 23h da noite, interfere na vida privada das pessoas e faz com que de repente se vejam ligadas, como se estivessem sempre de prontidão, diz a psicóloga Aline Restano.
"Estabelecer limites entre trabalho e lazer está cada vez mais difícil", diz Restano, pesquisadora do Grupo de Estudos sobre Adições Tecnológicas (GEAT), grupo de psicólogos e psiquiatras do Rio Grande do Sul que estuda dependência de tecnologia.
Para ela, a mania de se criar grupos reunindo pessoas das origens mais variadas - de amigos e familiares a pais de crianças da escola, grupos da pelada ou do pedal, grupos de colegas de trabalho - contribuiu para que o entusiasmo inicial com o aplicativo fosse vencido por um cansaço com seus excessos.
"No início havia um prazer de receber mensagens, mas hoje em dia os usuários costumam ter tantos grupos e o volume é tão grande que isso gera uma irritabilidade, com tantas pendências sempre para responder", diz a psicóloga.

'Falta tempo para ficar a sós'

Restano diz que o uso prejudicial de comunicadores instantâneos está aumentando, e que recebe relatos de conflitos familiares de pessoas que começam a deixar de fazer programas sociais para ficar em casa se comunicando no celular.
Ela afirma que indivíduos mais ansiosos tendem a exacerbar essa característica no uso dos aplicativos de mensagem, achando que têm que responder imediatamente.
"Na cultura atual, há uma tolerância muito baixa à frustação. As pessoas estão acostumadas a ter acesso a tudo muito rápido, a informações, a respostas, e isso só reforça a ansiedade. Gente com temperamento mais saudável tende a se relacionar com o WhatsApp e outras mídias de forma mais saudável."
Para a psicóloga, o principal malefício de se estar o tempo todo acessível é a "impossibilidade de se ficar sozinho com os próprios pensamentos."
"A capacidade de estar só é muito importante para o nosso desenvolvimento emocional. É quando pensamos dos nossos sonhos, projetos, desejos, medos loucuras", considera. "Hoje estamos o tempo todo nos distraindo, pegando o celular, conferindo o WhatsApp ou outras redes. Não sabemos ainda que efeito isso pode gerar no nosso futuro, de não conseguir lidar com a nossa própria companhia."
FONTE: http://www.bbc.com/portuguese/geral-42897649

sexta-feira, 18 de maio de 2018

18 de maio - Dia da Luta Antimanicomial.

Em 18 de maio completa-se 30 anos da comemoração do Dia Nacional da Luta Antimanicomial. O Movimento da Reforma Psiquiátrica se iniciou no final da década de 70, em pleno processo de redemocratização do país, e em 1987 teve dois marcos importantes para a escolha do dia que simboliza essa luta, com o Encontro dos trabalhadores da saúde mental, em Bauru/SP, e a I Conferência Nacional de Saúde Mental, em Brasília.
 
Com o lema “por uma sociedade sem manicômios”, diferentes categorias profissionais, associações de usuários e familiares, instituições acadêmicas, representações políticas e outros segmentos da sociedade questionam o modelo clássico de assistência centrado em internações em hospitais psiquiátricos, denunciam as graves violações aos direitos das pessoas com transtornos mentais e propõe a reorganização do modelo de atenção em saúde mental no Brasil a partir de serviços abertos, comunitários e territorializados, buscando a garantia da cidadania de usuários e familiares, historicamente discriminados e excluídos da sociedade.

Assim como o processo do Movimento da Reforma Sanitária, que resultou na garantia constitucional da saúde como direito de todos e dever do estado através da criação do Sistema Único de Saúde, o Movimento da Reforma Psiquiátrica resultou na aprovação da Lei 10.216 de 06 de abril de 2001, nomeada “Lei Paulo Delgado”, que trata da proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo de assistência. Este marco legal estabelece a responsabilidade do Estado no desenvolvimento da política de saúde mental no Brasil, através do fechamento de hospitais psiquiátricos, abertura de novos serviços comunitários e participação social no acompanhamento de sua implementação.

Ao longo dos anos, a política brasileira de saúde mental, álcool e outras drogas vem se concretizando como política de estado através de alguns marcos:
  • Fechamento de quase a metade dos leitos em hospitais psiquiátricos – de mais de 50 mil em 2002 para cerca de 26 mil em 2014;
  • Instituição da Rede de Atenção Psicossocial – RAPS através da Portaria nº 3.088/2011, para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas no SUS.
  • Criação de mais de 2  mil Centros de Atenção Psicossocial – CAPS;
  • 56 Unidades de Acolhimento cadastradas;
  • 496 Serviços Residenciais Terapêuticos cadastrados, para ex moradores de hospitais psiquiátricos;
  • 1.163 leitos de saúde mental em hospital geral cadastrados;
  • Cadastro de mais de 4 mil beneficiários no Programa De Volta Para Casa, que tem como objetivo contribuir com a inserção social e com a garantia de exercício de direitos de ex moradores de hospitais psiquiátricos
  • Organização de boas práticas no campo da prevenção, com adaptação e oferta de 3  programas de prevenção do uso prejudicial de álcool e outras drogas: ELOS – Construindo Coletivos, voltado para crianças (de 6 a 10 anos matriculadas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental,  #TAMOJUNTO, ofertado para jovens (de 13 e 14 anos matriculados no ensino fundamental II) e FAMÍLIAS FORTES, voltado para famílias (com jovens de 10 a 14 anos), beneficiando cerca de 59.608 pessoas em 6 estados das 5 regiões do país (Acre, Amazonas, São Paulo, Santa Catarina, Paraná Paraíba, Distrito Federal), até o ano de 2016. Em uma nova estratégia de disseminação no país, neste ano de 2017, os programas têm sido ofertados para novos estados brasileiros, caminhando para a consolidação de uma política pública.
A instituição da RAPS consolida diferentes estratégias e serviços de saúde mental historicamente construídos a partir de experiências locais de municípios e estados brasileiros. Apresenta diretrizes gerais que corroboram com o modelo de atenção comunitária, territorial, diversificado e consoantes com o respeito aos direitos humanos. Dentre seus objetivos, estão a ampliação do acesso à atenção psicossocial tanto da população em geral quanto das pessoas com transtornos mentais e com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, com priorização aos grupos mais vulneráveis, assim como articular e integrar os diferentes serviços de saúde de forma a garantir o cuidado de qualidade.

Fazem parte da RAPS desde a Atenção Primária até serviços de urgência e emergência, passando pelos já consolidados CAPS e demais serviços e estratégias que permitam a desinstitucionalização das pessoas que passaram pela experiência do manicômio / espaços asilares e pelo cuidado centrado nas questões relacionadas ao uso de álcool e outras drogas. Além disso, desde 2005, o Ministério da Saúde financia projetos de Reabilitação Psicossocial e Fortalecimento do Protagonismo de usuários e familiares, de forma a apoiar iniciativas de geração de renda e trabalho, inserção social e outras ações intersetoriais que objetivam efetivar o exercício da cidadania de pessoas que foram excluídas de vivências básicas do cotidiano devido ao estigma e discriminação.

Estas ações buscam ilustrar a abrangência e enraizamento da Reforma Psiquiátrica Brasileira e da Política Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas. Apesar do Brasil ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como modelo internacional para a saúde mental, o processo permanece em curso, com novos desafios incorporados. A tradução em português da estratégia de avaliação Direito é Qualidade, desenvolvida pela a OMS, que “consiste na perspectiva da promoção da qualidade em serviços de saúde mental enquanto garantia de direitos de seus usuários”, pode vir a ser mais um aspecto inovador na constante busca por uma sociedade sem manicômios.
FONTE: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/52612-18-de-maio-dia-nacional-da-luta-antimanicomial